Por Antonio Colossi
CRÔNICA POPULAR
Assim como nas eliminatórias para a copa de 2002, a Seleção brasileira foi a bogotá e empatou sem gols com a Colômbia. Naquela oportunidade, o técnico do Brasil era Wanderley Luxemburgo que à época não aguentou as pressões posteriores da etapa qualificatória da Copa e foi demitido. Seria um mau presságio para Dunga?
O jogo
A seleção começou a partida em ritmo lento, trocando passes com pouca objetividade. Talvez devido à altitude de 2.640 metros de Bogotá e ao campo pesado pela forte chuva que caiu antes do jogo (o pontapé inicial foi atrasado em 45 minutos), os brasileiros tenham tentado dosar as energias. No lado colombiano, no entanto, havia mais empolgação. Nos primeiro minutos, a torcida exagerou ao gritar olé durante uma seqüência de passes.
Dois lances polêmicos puseram pressão no árbitro Carlos Amarilla ainda antes dos 15 minutos. Primeiro, Gilberto caiu na área em disputa de bola, mas a arbitragem entendeu que não houve falta no lance e não marcou o pênalti. Logo depois, foi a vez de Zúñiga se enroscar com Gilberto na área brasileira e cair, já partindo para o gol. Amarilla mais uma vez nada marcou. O técnico da Colômbia, Jorge Luis Pinto, reclamou muito com o auxiliar e o quarto árbitro e acabou expulso.
Com Robinho e Kaká muito marcados, Ronaldinho foi quem mais apareceu no primeiro tempo na seleção. Foi dele a melhor chance brasileira, aos 25 minutos. Após boa troca de passes, Robinho serviu o Gaúcho no lado esquerdo da área. O craque cortou para o meio e bateu com perigo, mas a bola não entrou.
A Colômbia acabou tendo uma primeira etapa mais eficiente que a do Brasil. Os atacantes Falcao e Rentería deram trabalho à defesa brasileira. Foi do ex-colorado a melhor chance dos anfitriões na primeira etapa, em cabeçada brilhantemente espalmada por Júlio César.
No mais, as duas equipes tentaram surpreender em cobranças de falta, mas tanto o goleiro colombiano Julio como o brasileiro Júlio César estavam atentos e não deram chances.
Mudanças de Dunga não surtem efeito
Depois do intervalo, o panorama seguiu praticamente o mesmo. Com dez minutos, os colombianos fizeram duas substituições: Ferreira, do Atlético-PR, deu lugar a Ramírez, enquanto Grisales substituiu Castrillón. As mudanças deram um pouco mais de ânimo aos colombianos, que assustaram Júlio César numa cobrança de falta de Ramírez e num chute forte que Júlio César, melhor brasileiro em campo, espalmou com dificuldade.
Sem conseguir atacar, Dunga resolveu tirar Robinho, recém-recuperado de uma lesão no tornozelo, para lançar Júlio Baptista. A mudança surtiu efeito e o Brasil passou a ser mais perigoso. Mineiro, em chute de longe, obrigou o goleiro Julio a fazer boa defesa.
Tentando ganhar o setor de meio-de-campo, Dunga sacou Vágner Love e lançou Josué.
A seleção voltou então a cair num marasmo e parou de chegar ao ataque. No fim, Dunga ainda trocou Kaká por Afonso, mas de nada adiantou. O empate acabou sendo bom resultado diante do que foi apresentado pela seleção.

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