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sábado, 20 de novembro de 2010

Apicultores contabilizam perdas drásticas na safra 2010

Por Cristina Possamai

As variações de temperatura registradas neste ano afetaram os apicultores do sul de Santa Catarina. Na região, Içara é o principal pólo produtor.

De acordo com o vice-presidente da Federação das Associações de Apicultores de Santa Catarina, Agenor Castagna, na primeira safra de 2010 a produção ficou 90% abaixo do previsto.

O trimestre setembro, outubro e novembro reserva a segunda safra do ano, contudo, não deve conseguir ressarcir os prejuízos dos produtores. Conforme estimativa de Castagna, a segunda safra de mel não deve atingir metade da quantidade que era esperada.

As baixas temperaturas e as constantes chuvas foram os principais entraves para o trabalho dos produtores de mel de Içara. “Em épocas boas, nós chegamos a produzir 400 a 600 toneladas por ano. São perdas consideráveis que fazem com que os produtores sofram na pele devido às mudanças do clima”, afirma.

Atualmente, a cidade possui 25 produtores profissionais, que retiram sua renda exclusivamente da comercialização do mel.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pesquisa orienta produtor a minimizar efeitos do fenômeno La Niña

Da Embrapa

A previsão de chuvas irregulares e abaixo da média histórica – ocasionadas pelo fenômeno La Niña – pode trazer riscos à atividade agrícola para as culturas de verão. Em texto publicado no Sistema de Alerta, pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) orientam produtores e técnicos a reduzir perdas em soja, em decorrência desse fenômeno climático.

O texto reúne algumas orientações técnicas como definição de época de semeadura de soja, escolha de cultivares, manejo de pragas e doenças, além dos benefícios do tratamento de sementes com fungicidas.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Divania de Lima, para minimizar os riscos de perda de produtividade os produtores podem adotar práticas como o escalonamento de épocas de semeadura, aliada a utilização de cultivares de diferentes ciclo de maturação.

“Utilizando essas práticas o produtor terá num mesmo período lavouras em diferentes estádios de desenvolvimento, evitando assim que o déficit hídrico atinja toda a lavoura em fases críticas de desenvolvimento, como por exemplo no enchimento de grãos”, explica a pesquisadora Divania.

O extensionista da Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), Nelson Harger, lembra que as áreas de plantio direto bem-estruturadas têm menor probabilidade de prejuízo com a estiagem. “Isso porque esses solos têm maior capacidade de retenção de água e de aprofundamento de raízes”, explica.

Além disso, o clima seco pode favorecer a incidência de duas pragas (lagarta elasmo e os ácaros da família dos Tetraniquídeos). E condições de baixa umidade relativa do ar e temperaturas amenas podem favorecer o surgimento do oídio, doença que pode afetar a produtividade de soja.

Confira o texto completo no Sistema de Alerta da Embrapa Soja.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Exportações do agronegócio batem recorde em agosto de 2010

Da Agência Brasil

As exportações do agronegócio brasileiro registraram no mês passado o melhor resultado já conseguido em meses de agosto. Com US$ 7,305 bilhões em vendas, superou em 8% o antigo recorde alcançado em 2008. Em relação ao mesmo mês de 2009 (sob o impacto da crise financeira internacional), o crescimento foi de 23,3%. As importações tiveram aumento de 40% e totalizaram US$ 1,095 bilhão, deixando a balança comercial de agosto com um superávit de US$ 6,210 bilhões.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), compilados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), apontam os setores que elevaram as exportações: sucroalcooleiro (73,8%); de carnes (23,7%); de produtos florestais (37,7%); de café (41,9%); e de cereais, farinhas e preparações (136,3%).

Segundo o Ministério da Agricultura, o destaque foi a quantidade de açúcar embarcada para o exterior, que saltou de 2,1 milhões de toneladas em agosto de 2009 para 3,2 milhões no mês passado.

No acumulado dos primeiros oito meses do ano, as exportações do agronegócio aumentaram 13,6% em relação ao período de janeiro a agosto de 2009, atingindo US$ 49,628 bilhões. As importações cresceram 37,5%, totalizando US$ 8,375 bilhões. O saldo da balança até o final de agosto foi de US$ 41,252 bilhões.

QUEDA DO DÓLAR NÃO DEVE REDUZIR EXPORTAÇÕES

A tendência de queda da cotação do dólar observada no início do mês de setembro de 2010 deve continuar no curto prazo, por conta da expectativa de forte entrada da moeda norte-americana no país com a capitalização da Petrobras. Apesar disso, especialistas não esperam que esse movimento reduza as previsões de exportações totais brasileiras.

A pesquisadora de Centro de Estudos do Comércio Exterior do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) Lia Valls Pereira lembra que cerca de 60% das exportações são de commodities agrícolas, minerais e siderúrgicos, produtos que são mais afetados pela demanda mundial. “As commodities estão em alta de preço bem marcante”, afirmou. Com isso, pode haver alguma redução na quantidade exportada, no entanto, os preços mais elevados compensam a menor quantidade.

Segundo Lia Valls, a queda na cotação do dólar pode gerar algum efeito para pequenas empresas. “Para a pequena empresa, o câmbio é fundamental. Aí a empresa pode jogar o produto no mercado interno. Os efeitos [da redução da cotação do dólar] são setoriais”, acrescentou a pesquisadora. Lia acrescentou, entretanto, que as empresas pequenas costumam observar a tendência da cotação do dólar em médio prazo para tomar a decisão de direcionar os produtos para o mercado externo ou interno.

Para o economista Raphael Martello, da Tendências Consultoria Econômica, “no médio e longo prazos, a economia americana deve se recuperar e a força do dólar deve voltar. Essa volatilidade de curto prazo do câmbio não afeta as exportações. O país tem exportado minérios que estão com preços elevados e a demanda é muito forte.”

Segundo Martello, a menor expectativa para o superávit comercial (exportações menos importações) vem da previsão de aumento das importações, principalmente com a proximidade do Natal. A projeção da consultoria para as importações, que já foi de US$ 171,3 bilhões, está em US$ 175,8 bilhões. Para as exportações, a expectativa permanece em US$ 193,8 bilhões. Com isso, o superávit comercial ficará em US$ 18 bilhões, contra os US$ 22,5 bilhões previstos anteriormente.

Para Martello, o Banco Central (BC) deve comprar um volume maior de dólares por conta da capitalização da Petrobras e assim enxugar parte da forte entrada de dólares que será gerada pela operação da estatal.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasil comemora hoje, o dia do agricultor

Do Agrolink

Há 50 anos, o Brasil comemora em 28 de julho o Dia do Agricultor. Neste ano de eleições para presidente, governadores, senadores e deputados, o Agrolink propôs uma discussão a respeito das principais demandas do setor e das expectativas para o próximo mandato.


Um documento elaborado pela Associação Brasileira de Agribusiness (Abag) e o Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) definiu como prioritários os seguintes temas: garantia de renda ao produtor; infraestrutura e logística; comércio exterior; pesquisa, desenvolvimento e inovação; defesa agropecuária e institucionalidade.


Para saber a opinião dos produtores rurais, o Agrolink elaborou uma enquete, que teve a participação espontânea de mais de 400 internautas. Para 59,86% das pessoas que responderam à pesquisa, a garantia de renda deve ser prioritária na política agrícola do próximo governo. Infraestrutura e logística recebeu 26,53% dos votos; defesa agropecuária e institucionalidade ficou em terceira posição, com 6,12%, seguida de pesquisa, desenvolvimento e inovação (5,67%) e comércio exterior (1,81%).


De acordo com o Diretor Financeiro do Sistema Farsul (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul), Jorge Rodrigues, o resultado da enquete reflete a realidade dos ruralistas. Segundo Rodrigues, a garantia de renda e de comercialização são as principais demandas da entidade para o próximo governo. “Temos que ter uma resposta definitiva para estas duas questões fundamentais”, afirmou.


Para Rodrigues, a garantia de renda passa pela necessidade de um seguro efetivo, que garanta ao produtor sobrevivência e manutenção de sua atividade no momento em que ele seja impedido de trabalhar por alguma razão, como no caso de danos climáticos. Da mesma forma, ele defende uma garantia mínima de comercialização a fim de que o ruralista possa dar continuidade a sua produção, com perspectiva de crescimento.


“Ainda não temos uma política agrícola definida, que garanta renda ao setor”, afirma Rodrigues. “Apesar de carregar um passivo decorrente da ausência dessa política, o produtor rural tem cumprido a sua obrigação de fornecer alimentos, independe da situação climática e do momento econômico. Por isso, conversamos com o governo com a franqueza e a tranqüilidade de quem cumpre sua função”, conclui.




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