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domingo, 24 de agosto de 2008

Adeus, Pequim! Chegou ao fim a maior Olimpíada da história

Do Portal G1

No último dia das Olimpíadas, Bernardinho chorou. Diante das câmeras, chorou como jamais tinha feito em público. A reação do técnico diz tudo sobre a final do vôlei masculino. A derrota para os Estados Unidos encerra, com a prata amarga, um ciclo vitorioso de oito anos. O desfecho em Pequim não apaga os tempos de glória, mas passa longe do que o torcedor esperava. O clima, a partir de agora, é de recomeço. Com o segundo lugar no vôlei, o Brasil se despede dos Jogos com três ouros, quatro pratas e oito bronzes. No total, as 15 medalhas superam o desempenho da delegação em Atenas-2004 e igualam a melhor marca do país, de Atlanta-1996.

Na disputa entre China e Estados Unidos, os donos da festa levaram a melhor. Foram 51 ouros chineses contra apenas 36 dos americanos, que no entanto vencem a contagem geral de medalhas por 110 a 100. Quem completa o “pódio” é a Rússia, com 23 ouros e 72 no total. Depois dos chineses, quem mais cresceu em relação a Atenas foi a Grã-Bretanha, que pulou de nove para 19 ouros. O Japão, por sua vez, despencou de 16 para nove. Em 23º lugar, o Brasil ficou à frente de dois rivais históricos: Cuba, em 28º, e Argentina, em 35º.

Na última grande prova do atletismo, um recorde olímpico de 24 anos foi quebrado por um garoto de 21. Samuel Wansiru resistiu ao calor e venceu a maratona. Recebeu sua medalha mais tarde, no Ninho do Pássaro, durante a cerimônia de encerramento. O brasileiro mais bem colocado foi José Teles, que terminou na 38ª posição e completou a prova em 2h20m25. Marilson dos Santos e Franck Caldeira abandonaram a prova antes do fim.

Na prática, as Olimpíadas tinham acabado três horas antes. Às 17h09m no horário local (6h09m no Brasil), a França bateu a Islândia e ficou com o título do handebol masculino.

Era o fim de um evento que, durante 19 dias, exibiu ao mundo fenômenos do esporte. Michael Phelps, Usain Bolt e Yelena Isinbayeva passaram muito longe dos concorrentes. Comandaram uma chuva de recordes e tornaram a festa inesquecível.

Agora, só em Londres-2012

Entretanto, para nós, brasileiros, o caminho até a Inglaterra pode e, deve, ser longo e de extremo amadurecimento. Fomos jogados contra a dura realidade de que: sozinhos, os atletas não farão milagres sempre. Temos quatro anos para trabalhar e nos preparar dignamente como o país que somos e que sonha em sediar o momento máximo do esporte mundial, como são os Jogos Olímpicos.

A equipe Crônica Popular agradece todos aqueles que acompanharam conosco todos os movimentos brasileiros nessas que, com toda a certeza, serão lembradas como as maiores Olimpíadas da história. Tentamos trazer a vocês a melhor cobertura possível. Esperamos que esse seja apenas o primeiro de muitos outros grandes eventos que teremos a chance de acompanhar. Adeus, Pequim! Até logo, Londres!

"Mas porque esportes? Achamos que quando assistimos a um jogo, ele nos lembra que todos temos grandeza dentro de nós. A qualquer momento, alguém desacreditado consegue se superar. Isso nos dá esperança. "

sábado, 23 de agosto de 2008

Brasil ganha medalha atrás de medalha na reta final das Olímpiadas

Do GloboEsporte

Despedida com sensação de dever cumprido

Foi uma despedida com sensação de dever cumprido, mas não exatamente como Jaqueline Mourão queria. Única brasileira na final feminina de mountain bike (cross country) em Pequim 2008, Jaqueline não chegou a terminar o percurso de seis voltas - foi eliminada na quinta, depois de tomar uma volta da campeã, a alemã Sabine Spitz. Depois de disputar os Jogos Olímpicos de inverno em Turim, em 2006, no esqui cross country, ela tenta agora a vaga para a disputa em 2010, que acontecerá em Vancouver, no Canadá, país em que a brasileira mora desde 2004 com seu marido canadense.

Depois de tantos problemas, ela ficou com a 19ª colocação geral. Mesmo com o pneu furado, ela se manteve na prova. Esta foi a última competição de Jaqueline, que agora pretende descansar. Pioneira do mountain bike brasileiro em Jogos Olímpicos, Jaqueline esteve em Atenas-04, quando ficou no 18º lugar.

No masculino, o francês Julien Absalon conquistou a medalha de ouro na prova de mountain bike cross country dos Jogos de Pequim neste sábado, e o brasileiro Rubens Valeriano terminou na 21a colocação, mais de nove minutos depois do campeão. Absalon terminou a prova em 1h55min59. A medalha de prata ficou com o também francês Jean-Christophe Peraud, com 1min57s06, seguido pelo suíço Nino Schurter, que fez o tempo de 1min57s52 e levou o bronze. Rubens Valeriano, o Rubinho, ficou satisfeito com a 21ª colocação.

Ouro, pelo menos, em espírito olímpico

Dessa vez, o espírito olímpico prevaleceu. Ao contrário de 1996, quando deixou o lugar mais baixo do pódio vazio, a seleção brasileira compareceu neste sábado à cerimônia de premiação para receber a medalha de bronze do futebol masculino nas Olimpíadas de Pequim.

O time de Dunga venceu a Bélgica na sexta-feira por 3 a 0, em Xangai, e foi a Pequim neste sábado ver a vitória da Argentina sobre a Nigéria por 1 a 0 na final dos Jogos. Após a partida, a equipe entrou no gramado para receber o bronze, o que não aconteceu nos Jogos de Atlanta. Há 12 anos, a equipe de Zagallo bateu Portugal por 5 a 0 na disputa pelo terceiro lugar, mas não participou da cerimônia no pódio.

Vitória épica do taekwondo feminino

A música gospel no fone de ouvido não aliviou a expressão fechada de Natália Falavigna antes da luta contra a sueca Karolina Kedzierska. Faltavam apenas três rounds de dois minutos para o Brasil conquistar mais um bronze. Após a vitória por 5 a 2, ela finalmente explodiu:

- É meu! – gritou antes de cair no choro, enrolada na bandeira verde-amarela.

Se as mulheres brasileiras não tinham conquistado nenhuma medalha em esportes individuais, Pequim lavou a alma do país. Natália, do taekwondo, é a terceira a atingir o feito, após Ketleyn Quadros, com o bronze no judô, e Maurren Maggi, com o ouro no salto em distância.

É ouro, é ouro histórico do vôlei feminino!

Pelo chão da quadra em Pequim, as jogadoras se misturavam em choro, sorrisos, gritos e desabafos. José Roberto Guimarães, único técnico a conquistar o ouro no masculino e no feminino, ajoelhou-se e agradeceu. Os abraços exorcizavam mais de uma década de angústia. Com a vitória por 3 a 1 (25/15, 18/25, 25/13 e 25/21) sobre os Estados Unidos, o ouro, enfim, é da seleção brasileira.

Para uma seleção que nunca tinha chegado tão perto do ouro olímpico, o início da partida colocou no rosto das brasileiras uma expressão de ansiedade. Nervoso, o time permitiu que as americanas largassem na frente. Com a experiência de quem pendurou o ouro no peito em Barcelona-1992, no masculino, o técnico José Roberto Guimarães pedia calma. Aos poucos, o saque de Paula Pequeno e os ataques de Mari foram desmontando o sistema tático do outro lado da rede.

Na segunda parcial, as americanas escolheram Mari como vítima. Sacar nela era a tática para tirá-la do ataque. Logo ela, a aniversariante do dia. E como deu certo. As bombas dos EUA destruíram o passe brasileiro, e nem o tempo pedido por Zé Roberto conseguiu consertar o estrago. A solução foi sacrificar Mari e colocar Jaqueline para equilibrar a recepção, mas já era tarde. Após atravessar 22 sets em Pequim sem tomar conhecimento das adversárias, o Brasil levou o primeiro tombo: 25 a 18.

Para um grupo que se acostumou a sofrer com decepções em momentos decisivos, o momento era tenso. A torcida no Ginásio da Capital apoiava o Brasil, mas àquela altura era difícil prever como o time ia reagir ao primeiro tropeço de uma campanha até então perfeita.

Veio o terceiro set, e a seleção percebeu que, apesar da parcial perdida, a medalha ainda estava em jogo. Zé Roberto não parava de orientar as atletas um minuto sequer. E a resposta veio em grande estilo. Sheilla continuava impecável no ataque de fundo e nas largadas. Mari, agora com 25 anos, mostrou maturidade. Passou longe da jogadora de quatro anos atrás, jovem e insegura. Como ela mesma costuma dizer, o passado já foi.

A empolgação do Brasil era tamanha no terceiro set que Paula chegou a ser repreendida pelo juiz durante uma comemoração. Com Valeskinha em quadra, a seleção espantou o trauma e retomou o caminho da vitória: 25 a 13.

Antes do quarto set, as brasileiras se reuniram no canto da quadra. Era a hora do esforço final pelo ouro. De cara feia, como se fosse possível, Paula Pequeno decretou:

- É agora!

E foi. Após uma parcial muito disputada, com pontos espetaculares, as meninas enfim conseguiram fechar a partida. Partiram ensandecidas para a comemoração, deixando explodir uma festa que estava contida há mais de uma década.

Pode gritar: o vôlei feminino do Brasil é campeão olímpico!


Não perca! Às 20h30, o Brasil tenta beliscar alguma medalha na maratona masculina. E à uma da manhã, o time de Bernardinho volta as quadras para disputar o ouro contra os americanos! Possibilidade de fechar com chave de ouro nossa participação nos Jogos Olímpicos de Pequim.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Que noitada! E ressaca regada a medalhas e possiveis medalhas!

Do GloboEsporte
Brasileira fica em 18ª no pentatlo moderno

A alemã Lena Schoneborn conquistou a medalha de ouro no pentatlo moderno das Olimpíadas de Pequim, na China. Depois de cinco modalidades(tiro, esgrima, natação, hipismo e corrida), ela acabou com a maior pontuação entre as participantes com um total de 5792. A medalha de prata ficou com Heather Fell, da Grã-Bretanha, que terminou muito perto na classificação geral com 5752. O bronze foi para a ucraniana Victoria Tereshuk, com 5672. O Brasil foi representado pela atleta Yane Marques, que chegou a estar na sexta colocação depois da prova de natação, mas não foi muito bem nas duas seguintes e acabou no 18° lugar.

Não era a vez da ginástica brasileira!

Com a apresentação de arcos (três) e marças (duas), nesta sexta-feira, a equipe brasileira de ginástica rítmica se despediu dos Jogos Olímpicos de Pequim na 12ª e última colocação. As brasileiras (Daniela Leite, Luana Faro, Luisa Matsuo, Marcela Menezes, Nicole Muller e Tayanne Mantovaneli) erraram muito e ganharam somente 14.225 pontos, que com os 14.900 da véspera nas cordas deu a equipe um total de 29.125 pontos. O resultado ficou bem abaixo das expectativas da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que traçou como meta superar o oitavo lugar das Olimpíadas de Sydney, em 2000. Em Atenas, há quatro anos, as brasileiras terminaram na nona colocação.

Bronze bateu duas vezes na trave

Por muito pouco o Brasil não subiu ao pódio do revezamento 4x100m feminino das Olimpíadas de Pequim. Com o erro jamaicano na passagem de bastão, as brasileiras chegaram em quarto lugar na final, com o tempo de 43s14. O ouro foi conquistado pela Rússia, que terminou o percurso em 42s31. Brasileiras conquistam melhor colocação do revezamento 4x100m da história do país. O masculino chegou ainda mais perto do do pódio. Na última passagem do bastão, os corredores nacionais estavam na terceira posição. Faltou um velocista para fechar com chave de “bronze” o revezamento masculino, que acabou também em quarto.

Fatou o degrau de cima!

As areias de Pequim realmente não trouxeram muita sorte para o Brasil. Em uma final emocionante e equilibrada contra Rogers e Dalhausser, Márcio e Fábio Luiz estiveram perto de superar os adversários, mas a frieza dos americanos acabou fazendo a diferença no final. Depois de vencer o segundo set e empatar a partida, os brasileiros sofreram com os bloqueios de Dalhausser, sentiram a pressão e acabaram ficando com a prata. Festa dos EUA, com parciais de 23/21, 17/21 e 15/4, em 1h06m de jogo.

No entanto, a medalha de prata é motivo de comemoração para os brasileiros, que chegaram a Pequim desacreditados e derrotaram os favoritos, Ricardo e Emanuel, nas semifinais. Os campeões olímpicos de 2004 ficaram com a medalha de bronze ao derrotarem Geor e Gia (os brasileiros naturalizados Renatão e Jorge, que defendem a Geórgia), e garantiram dois lugares para o Brasil no pódio olímpico.

Geração bronzil

A seleção brasileira juntou os cacos após a goleada sofrida para a Argentina e se despediu das Olimpíadas de 2008 com a medalha de bronze no futebol masculino. Nesta sexta-feira, o time de Dunga venceu a Bélgica por 3 a 0, em Xangai, e terminou o torneio em terceiro lugar.

Os gols de Diego e Jô (dois) garantiram a quarta medalha do Brasil no futebol masculino. Em 1984 e 1988, a equipe pentacampeã mundial ficou com a prata. Em 1996, o time também foi bronze. O futebol tem outras duas premiações em Jogos, mas com as mulheres: prata em 2004 e 2008.

Giba comanda vitória brasileira sobre a Itália

“Um milagre ajudaria a vencer o Brasil”, afirmou o técnico italiano Andrea Anastasi antes da semifinal olímpica. O set inicial até deu a entender que os deuses do vôlei vestiam azul nesta sexta, mas o otimismo dos europeus não durou mais que isso. No fim, festa verde-amarela.

O time de Bernardinho não demorou para juntar os cacos após a primeira parcial e, com autoridade, despachou a Itália com um 3 a 1 (19/25, 25/18, 25/21 e 25/22). A vitória coloca a seleção na final olímpica pela segunda vez seguida e prepara o terreno para a revanche contra os Estados Unidos, que tiraram o Brasil da decisão na Liga Mundial no Rio de Janeiro. Itália e Rússia duelam pelo bronze.

Keila fica na décima-primeira posição

Keila Costa, que tentava beliscar um lugar no pódio, acabou parando na metade da prova, quando há o corte das quatro piores marcas. Como queimou as duas primeiras tentativas, a brasileira só teve um salto computado: 6,43m. Ela terminou a competição em 11º lugar entre as 12 classificadas para a final.


Justiça seja feita, Maurren Maggi é ouro!

Maurren Maggi até resistiu. Os primeiros versos, ela cantarolou com o sorriso abertíssimo. Passou pelas "margens plácidas", pelo "brado retumbante", pelo “desafia a própria morte” mas, na “terra adorada”, desmanchou. Pôs a mão no rosto. As lágrimas desceram, invencíveis, centímetro por centímetro. Como se descesse junto a imensa ficha...O título olímpico, a vitória eterna, a medalha de ouro. Um centímetro tinha mudado sua vida. Aqueles trinta segundos de hino nacional condensado ecoavam Brasil afora. Maurren Maggi, suspensa por doping; Maurren Maggi, dois anos distante do esporte; Maurren Maggi, sete metros e quatro centímetros no primeiro salto. Foi uma volta por cima, ou um vôo por cima.

Lebedeva pulou primeiro, voando para 6,97m. Maurren precisava responder. E lá foi ela. Respirou. Deu um adeus breve para as câmeras. Bateu nas coxas, gritou, deu um soco no ar. Fez o sinal da cruz. Falou para si mesma:

- Vamos lá, vai.

E correu. Foram 22 largos passos até o salto. De pernas estendidas, Maurren levantou vôo no Ninho do Pássaro. E pousou longe: 7,04m.

Depois do pouso, esperou. Faltavam cinco saltos para cada adversária. Oito mulheres em busca da distância. Lebedeva tentou. Queimou. E queimou. Quatro saltadoras foram eliminadas - a brasileira Keila Costa entre elas. Apenas oito teriam direito a mais três saltos. A nigeriana Blessing Okagbare chegou a 6,91m, a melhor marca de sua carreira, e ficou com o bronze. Maurren queimou todos os saltos até que, no quinto, foi econômica: 6,76m. A prata estava garantida - mas ainda havia Lebedeva. A russa tinha uma última chance.

Lebedeva, campeã olímpica em Atenas, correu. E saltou. E voou. Aterrissou perto da marca dos sete metros, criando suspense. E veio o resultado: 7,03m - um imenso centímetro a menos que Maurren. Um imenso centímetro de ouro. Maurren abriu os braços e o sorriso. Correu para abraçar seu técnico Nélio Machado, cercado de atletas brasileiros.

O primeiro ouro de uma mulher em esporte individual. A primeira medalha de ouro brasileira no atletismo desde 1984 (Joaquim Cruz nos 800m). Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira... Maureen Maggi chegou ao Olimpo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Muito além de resultados, superação feminina mostrou o melhor do esporte brasileiro

"Digam o que quiserem sobre a empolgação do esporte nessa era moderna, onde atletas super bem pagos esperam ser adorados como deuses. Mas ainda há algo tão unificante sobre o esporte na sua forma mais pura...Quando os atletas se superam e tocam a grandeza e, fazendo isso nos lembram que também temos grandeza dentro de nós."

Hoje, as mulheres brasileiras do vôlei, vitória e final histórica, e do futebol, apesar da derrota, comprovaram isso, ao levarem das lágrimas aos sorrisos toda a nossa nação.


Do GloboEsporte

A muralha da China ficou verde e amarela

Como se não bastasse o trauma de perder quatro semifinais olímpicas seguidas, a seleção feminina de vôlei tinha dois obstáculos de peso nesta quinta-feira. Do outro lado da rede, estavam as atuais donas da medalha de ouro e, em volta delas, uma torcida apaixonada que não parava de gritar. Pois a temida China, desta vez, não deu nem para a saída.

Susto no início

Com a torcida barulhenta a favor e o status de atual campeã olímpica, a China abriu logo 3 a 0 no início do primeiro set. O Brasil só pontuou com uma bola de fundo de Mari – a defesa mandou para fora. O time da casa não deixava as brasileiras se aproximarem e, com 5 a 1, José Roberto Guimarães pediu tempo. A parada esfriou as chinesas, que passaram a cometer erros bobos. Percebendo a dificuldade das companheiras de meio, principalmente de Mari, Paula Pequeno passou a explorar o bloqueio.

Após um bloqueio de Paula, o técnico Chen Zhonghe resolveu mexer no time. Só faltou combinar com Mari, que começou a se tornar um dos principais nomes do jogo. Walewska pôs o Brasil na frente com um saque flutuante: 18 a 17. Mesmo após um tempo do treinador chinês, Sheilla pôs no chão uma bola de contra-ataque. As brasileiras chegaram a 20, mas permitiram o empate. A troca de pontos se estendeu até um bloqueio de Fabiana e uma cravada de Sheilla. Era o fim do primeiro set: 27 a 25.

Brasil consegue impor seu jogo

Na segunda parcial, o Brasil pulou na frente. A forte defesa da China, no entanto, dificultava a vida da equipe verde-amarela. As ponteiras Paula Pequeno e Mari, além da oposta Sheilla, continuavam sendo as bolas de segurança de Fofão. O placar mostrava 17 a 15 e, conforme o tempo ia passando, a torcida ia se acalmando no ginásio.

Um bloqueio de Sheilla deixou o Ginásio da Capital em silêncio. Mas foi por pouco tempo. A China logo apertou no placar, e Zé Roberto colocou Jaqueline e Thaisa no lugar de Paula Pequeno e Fabiana. As alterações confundiram as adversárias. A rede do Brasil aumentou e as chinesas não sabiam onde colocar a bola. Quando o Brasil abriu 24 a 20, as chinesas fizeram dois pontos seguidos, mas a reação parou por aí. Um saque de Ruirui para fora garantiu mais um set para a seleção brasileira: 25 a 22.

Fim de jogo arrasador

Mari continuou sendo o destaque do Brasil no terceiro set. Além de fugir do bloqueio da China, a ponteira foi fundamental no saque. A diferença no marcador logo passou de três para oito pontos. O técnico chinês gritava à beira da quadra, pediu tempo, mas de nada adiantou. Concentradas, as brasileiras pouco erravam. Já do outro lado, o nervosismo reinava. Com 23 a 14, Jaqueline entrou em quadra. E foram dela, em dois saques seguidos, os pontos que garantiram a primeira final olímpica do vôlei feminino verde-amarelo. A festa das jogadoras após a partida deixava claro o tamanho da conquista. O próximo desafio é a grande decisão neste sábado, às 9h (de Brasília). A rival será a seleção americana, que venceu Cuba por 3 sets a 0.

Se Deus é justo, então quem fez o julgamento?

Enquanto o vôlei comemora, atletas do futebol vão as lágrimas. Final de Pequim, a marca de como o esporte pode ser injusto

“O que foi que eu fiz de errado?”, perguntou Marta após sua última chance, olhando para o céu. A resposta é difícil de dar, mas o resultado final explica o choro da melhor jogadora do mundo ainda no gramado: Estados Unidos 1 x 0 Brasil. Nesta quinta-feira, as brasileiras lutaram e correram muito no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, dominaram os primeiros 90 minutos, tiveram o apoio da torcida chinesa, mas as americanas demonstraram mais preparo físico e conseguiram a medalha de ouro do futebol feminino das Olimpíadas na prorrogação.

O gol foi de Carli Lloyd, aos 6 minutos do primeiro tempo extra. Sob os olhares de Pelé e Kobe Bryant na tribuna de honra, as brasileiras apostaram tudo nos 90 iniciais, mas não conseguiram marcar. Marta correu, driblou, chutou. Tentou de tudo. Incansável. Porém, a goleira Hope Solo não deixou a camisa 10 realizar o sonho de ser campeã olímpica. O grito de gol brasileiro ficou preso na garganta aos 29 do segundo tempo da prorrogação: após cobrança de escanteio, Renata Costa acertou a bola na rede. Pelo lado de fora.

Em quatro edições do futebol feminino, os EUA chegaram a quatro finais. Só perderam em 2000, para a Noruega. Em Atenas, há quatro anos, venceram o Brasil também na prorrogação, por 2 a 1. O bronze dos Jogos de Pequim ficaram com a Alemanha, que venceu o Japão por 2 a 0, repetindo assim o pódio de 2004.

Entretanto, a extraordinário exibição de Marta, Cristiane & Cia cala, e muito, a boca daqueles que ousam dar como morto o futebol brasileiro. Somos uma das grandes potências mundiais sim, e aí de quem gritar em protesto.

Chuva é água e na água, Robert Scheidt é sempre podium!

Do GloboEsporte
No dia em que a chuva desabou sobre Pequim, nada mais natural do que uma medalha brasileira saindo da água. Nada mais natural, também, do que Robert Scheidt no pódio.

O bicampeão olímpico mudou de classe, mas manteve a rotina. Ao lado de Bruno Prada, Scheidt levou a prata na Star após uma recuperação fantástica. A dupla brasileira começou mal na competição, mas reagiu nas últimas regatas e ganhou a medalha após muita confusão.

A regata final só foi decidida 10 minutos após os barcos cruzarem a linha de chegada. Os brasileiros ficaram em segundo, mas o resultado ainda dependia da posição dos concorrentes. A primeira combinação de resultados deu a prata ao Brasil. Os suecos contestaram e a organização da prova rebaixou Scheidt e Prada para o bronze. Pouco depois, no entanto, outra reviravolta. A prata verde-amarela foi confirmada e a comemoração estava liberada.

Como se não bastasse a medalha, a quinta-feira rendeu outra boa notícia para a vela brasileira. Maior medalhista olímpico do país em todos os tempos, Torben Grael anunciou sua volta à classe star. Em 2010, ele vai reeditar a dupla com Marcelo Ferreira.

Superação

Das águas de Qingdao para as de Pequim, a maratona aquática deu mais um exemplo de superação. Um dia após a sul-africana Natalie du Toit competir com uma prótese na perna esquerda, o britânico David Davies conquistou o ouro após vencer uma leucemia.

A marcha atlética foi quase tão molhada quanto a maratona aquática. Sob intensa chuva, a russa Olga Kaniskina ficou com o ouro. A cena mais impressionante, contudo, foi a chegada da norueguesa Kjersti Platzer. Ao cruzar a linha de chegada em segundo lugar, ela desabou no chão. Socorrida, ainda teve disposição para pegar a bandeira de seu país e saudar a torcida no Ninho.

Areia molhada

No vôlei de praia, todo mundo já sabia: faça chuva ou faça sol, Walsh e May são as melhores do mundo. Invictas no torneio olímpico, as americanas bateram as chinesas Tian Jia e Wang. O bronze escapou de Renata e Talita, que perderam para Xue e Zhang Xi.

O drama de Ricardo

No masculino, Ricardo fez uma revelação no blog oficial da dupla com Emanuel. Os atuais campeões olímpicos, que disputam o bronze às 22h desta quinta, viveram um drama antes dos Jogos. Assim como aconteceu com Juliana no feminino, Ricardo sofreu uma lesão séria: uma fratura no tornozelo quase o tirou da competição na China.

Derrotas na madrugada

Ainda na quinta-feira, o Brasil sofreu derrotas no taekwondo, com Debora Nunes, e na canoagem, com Nivalter Santos.

Rodrigo Pessoa perde “tempo”

O dia começou tumultuado para o hipismo brasileiro, com a notícia de que a montaria de Bernardo Alves, Chupa Chup, havia sido reprovada em exame antidoping, o que significava a desclassificação do conjunto. Outros três ginetes garantidos na fase final tiveram o mesmo problema e também deram adeus aos Jogos. Com isso, a amazona brasileira Camila Mazza de Benedicto, 38ª colocada na primeira fase, herdou um lugar entre os 35 que disputariam os dois percursos decisivos. Montando Bonito Z, ela começou bem e não cometeu erros em sua primeira passagem, mas falhou na segunda volta e terminou em décimo lugar, fora dos desempates que valiam medalha.

Rodrigo Pessoa completou o percurso de desempate sem erros, mas perdeu a disputa pelo bronze na prova de saltos das Olimpíadas de Pequim. O brasileiro, campeão em Atenas/2004, foi mais lento que duas adversárias e acabou a competição em quinto.

Jadel fica apenas em sexto

Jadel Gregório chegou ao Ninho do Pássaro sorridente, animado. Mas a frustração das marcas alcançadas a cada tentativa foi deixando o brasileiro cada vez mais apático na disputa por medalhas do salto triplo. Desta vez, nem as palmas do público pareciam ditar o ritmo que ele queria para subir ao pódio dos Jogos de Pequim. Jadel acabou se despedindo da competição em sexto lugar e com a marca bem aquém de suas melhores

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Bolt humilha mais uma vez e garante segundo ouro com recorde mundial

Do Portal G1

Da forma que vence, bate recordes e ainda brinca, Usain Bolt faz pensar que correr 200m em 19s30 é fácil. Assim como fez na final dos 100m rasos, o jamaicano deixou seus adversários para trás nesta quarta-feira e garantiu outro ouro com recorde mundial na segunda prova mais veloz do atletismo, para a alegria da torcida no Ninho do Pássaro. A melhor marca até agora era do americano Michael Johnson, que correu os 200m em 19s32 nas Olimpíadas de Atlanta.


Seriedade até a última passada

Desta vez, a brincadeira de Bolt teve limite. Se nos 100m sobrou tempo para bater no peito e comemorar a vitória antes mesmo da linha de chegada, agora ele manteve a concentração e ainda esticou o pescoço para garantir o novo recorde mundial da prova.

A “dificuldade” fez com que a reação depois da vitória também fosse diferente. Bolt ficou emocionado, olhou para o céu, jogou-se no chão de braços abertos, beijou a pista e foi buscar a bandeira da Jamaica na arquibancada.

Atletas brasileiros mostram serviço e brigam por medalhas

Do GloboEsporte

Márcio e Fábio Luiz estão na final do vôlei de praia

Mais um favorito brasileiro está fora da briga pelo ouro nas Olimpíadas de Pequim. Desta vez, no entanto, a notícia não é ruim para o país, já que uma dupla verde-amarela vai brigar pelo título. Em sua melhor partida nos Jogos de Pequim, Márcio e Fábio Luiz derrotaram os atuais campeões olímpicos, Ricardo e Emanuel, por 2 a 0, parciais de 22/20 e 21/18. Agora, os vencedores vão disputar a final contra os americanos Rogers e Dalhausser, que passaram pelos também brasileiros Renatão e Jorge, representantes da Geórgia com os nomes de Geor e Gia. O duelo pelo ouro será realizado na próxima sexta-feira, à meia-noite (de Brasília). Já Ricardo e Emanuel disputam o bronze com os “georgianos” no dia anterior, às 22h.

Scheidt/Prada estão vivos na briga por medalhas

Em ascensão, Robert Scheidt e Bruno Prada estão vivos na briga por medalha na classe Star. Depois de um começo de competição irregular nas Olimpíadas de Pequim, os brasileiros resolveram engrenar no último dia da fase de classificação e chegam para a final na terceira colocação geral. O dia de disputa nas águas de Qingdao foi excelente para a dupla brasileira. Nas três provas realizadas nesta quarta-feira, Scheidt/Prada terminou em terceiro e assumiu essa condição favorável na classificação. Assim, o conjunto verde-amarelo chega para a grande final favorito ao bronze e na briga por prata e ouro.

Brasileiro faz bonito em 1º dia do taekwondo

O brasileiro Marcio Wenceslau teve boa participação, mas acabou eliminado nas quartas-de-final das Olimpíadas de Pequim. Ele perdeu para o espanhol Juan Antonio Ramos, atual campeão mundial em um combate equilibrado, decidido apenas na prorrogação. Como o atleta da Espanha perdeu na semifinal, Marcio Wenceslau não foi à repescagem e ficou sem chance de levar a medalha de bronze.

Juliana Veloso fica fora das semifinais

A brasileira Juliana Veloso foi eliminada já na primeira fase dos saltos ornamentais na plataforma 10m das Olimpíadas de Pequim. Com 283.75 pontos, ela ficou apenas na 23ª posição e não conseguiu índice para avanças às semifinais. Juliana foi bem em seu primeiro salto, fazendo 71,40 pontos. Mas depois viu sua pontuação apenas diminuir. Com seguidas falhas, ela foi perdendo posições até ficar fora da zona de classificação para as semifinais.

Nadadoras brasileiras brilham na estréia da maratona aquática

Atual pentacampeã mundial, a russa Larisa Ilchenko se tornou nesta quarta-feira a primeira campeã olímpica de maratona aquática, prova de 10km. Em uma chegada emocionante no parque olímpico de canoagem e remo de Shunyi, Larisa superou no sprint final a dupla britânica Keri-Anne Payne e Cassandra Patten, que ficou com as medalhas de prata e bronze, respectivamente. Após fazerem uma boa prova, as brasileiras Ana Marcela, apenas 16 anos, e Poliana Okimoto terminaram na quinta e sétima posições. A sul-africana Natalie du Toit, que usa uma prótese no lugar de uma das pernas, chegou em 16º. Ana festeja o resultado.

Mesmo desclassificado, Nivalter Santos faz história em Pequim

O brasileiro Nivalter Santos ficou em sétimo lugar na semifinal do C-1 1000m da canoagem, disputada nesta quarta-feira, e não avançou para a final da prova dos Jogos Olímpicos de Pequim. Nivalter, que fez o tempo de 4m12s556, precisava chegar entre os três primeiros para obter a classificação. A vitória ficou com o francês Mathieu Goubel, que completou a prova em 3m57s607. Com o resultado, o brasileiro se despede da prova de 1000m, mas ainda participa da semifinal dos 500m, nesta quinta-feira.

Mesmo que não se classifique para a final do C-1 500m nesta quinta, Nivalter, de apenas 20 anos, deixará Pequim com um recorde na bagagem: o de primeiro brasileiro a conquistar vaga para duas modalidades da canoagem de velocidade em Olimpíadas.

Time de Bernardinho mostra eficiência de campeão

Espremidos entre 18 mil chineses, os torcedores brasileiros mal passavam de 100 no Ginásio da Capital. O jogo entre o time da casa e a seleção de Bernardinho, portanto, foi uma festa para poucos. Se até o sistema de som ajudava, tocando “Mamãe, eu quero” em bom português, a equipe verde-amarela ficou à vontade para frustrar a torcida. Sem esforço, o Brasil despachou a China com um tranqüilo 3 a 0 (parciais de 25/17, 25/15 e 25/16) e garantiu a vaga na semifinal dos Jogos Olímpicos de Pequim. Amanhã, às 9h da manhã, a seleção brasileira enfrenta a Itália.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Dia complicado para esporte olímpico brasileiro

Do GloboEsporte

Na terça-feira, o Brasil ficou no quase. Por um ponto, Bimba voltou a decepcionar na vela. Por uma posição, as meninas do nado perderam o ingresso para a festa da final. Na areia... bem, aí não foi por um fio, foi um inapelável 2 a 0 das campeãs Walsh e May. Nos gramados, a decepção foi maior ainda...Além da derrota por 3 a 0, Brasil viu Thiago Neves e Lucas serem expulsos por infantilidades. Pelo menos o país conseguiu dar uma resposta convincente na quadra e nas pistas.

Repeteco frustrante

Após a decepção em Atenas, quando precisava chegar em 16º para garantir a medalha e chegou em 17º, Ricardo Winicki, o Bimba, voltou a amargar uma decepção olímpica. Nas águas de Qingdao, o velejador da classe RS:X ficou em 33º na última etapa e, por um ponto, perdeu a chance de subir ao pódio. Um dia depois do bronze de Fernanda Oliveira e Isabel Swan, Robert Scheidt e Bruno Prada passam a ser a única esperança de medalha para a vela masculina do Brasil em Pequim.

Por um triz!

Também bateu na trave a performance de Lara Teixeira e Nayara Figueira no nado sincronizado. Elas terminaram as eliminatórias em 13º, mas só os 12 primeiros duetos avançam à decisão. A coreografia do frevo até animou o público no Cubo d’Água, mas não foi suficiente para colocar as brasileiras na final.

Se na água o país chegou perto, na areia não houve a mínima chance. Renata e Talita fizeram o possível, mas não resistiram às campeãs olímpicas Walsh e May. As americanas venceram por 2 a 0 em apenas 39 minutos, e a dupla brasileira agora disputa o bronze contra as chinesas. É a primeira vez que o vôlei de praia feminino do Brasil fica fora de uma final em Olimpíadas.

Resposta na quadra

A redenção verde-amarela veio na quadra. Em boa fase, a seleção feminina passou fácil pelas freguesas do Japão e manteve o sonho do ouro. Sem perder um set sequer, a equipe de Zé Roberto enfrenta na semifinal a China, que bateu a Rússia.

E vamos com duas atletas para a final!

Nas pistas, o Brasil também fez bonito, com uma ajudinha de Portugal. Maurren Maggi e Keyla Costas vão disputar a final do salto em distância. Além do bom desempenho, as brasileiras deram a sorte de não enfrentar na decisão a maior rival. A portuguesa Naide Gomes, favoritíssima ao ouro, fez lambança: queimou os dois primeiros saltos, errou a passada no terceiro e disse adeus aos Jogos.

Canoagem avança

Na canoagem, Nivalter Santos continua conquistando bons resultados. Um dia após avançar às semifinais do C1 1.000m, o paulista repetiu a dose no C1 500m. Com apenas 20 anos, ele ficou em 12º lugar.

Boxe para nas quartas

O Brasil não tem mais representantes no torneio de boxe dos Jogos Olímpicos de Pequim. Após a derrota de Paulo Carvalho, o Brasil amargou mais um resultado ruim nesta terça-feira, desta vez com Washington Silva. Pelas quartas-de-final da categoria até 81kg, Washington Silva foi eliminado pelo irlandês Kenny Egan por 8 a 0. Apesar da derrota, o Brasil quebra um tabu de 12 anos sem chegar às quartas-de-final das Olimpíadas.

Novamente, o salto brasileiro não vai as alturas

O atleta pernambucano Jessé Lima terminou em 10º lugar na final do salto em altura, que foi realizada, na manhã desta terça-feira, no Ninho do Pássaro. Jessé se despediu dos Jogos de Pequim após não conseguiu saltar 2,25 metros.

Brasil faz tudo errado: perde a semifinal e fica sem dois jogadores para disputa do bronze

O sonho está, mais uma vez, adiado. Ronaldinho & cia. caíram diante da Argentina nesta terça-feira, no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, de forma melancólica. Sob aplausos de Diego Maradona no Estádio dos Trabalhadores em Pequim, a equipe de Messi, Riquelme e Agüero devolveu o 3 a 0 da derrota para o Brasil na final da Copa América de 2007 e vai defender a medalha de ouro das Olimpíadas contra a Nigéria, sábado, no Ninho do Pássaro. Ao futebol brasileiro, resta torcer para a seleção feminina, que busca o título na quinta-feira, contra os Estados Unidos.

Quem foi ao estádio ver o duelo entre Messi e Ronaldinho acabou vendo o genro de Maradona brilhar: Agüero, que leva o nome da namorada Gianina Maradona na chuteira, fez dois gols e sofreu o pênalti convertido por Riquelme. O time de Dunga perdeu a cabeça no fim do jogo e ainda teve dois jogadores expulsos por faltas violentas no volante Mascherano: Lucas e Thiago Neves.

Atual campeã olímpica, a Argentina encara a Nigéria no sábado, à 1h (de Brasília), na disputa pelo ouro. O Brasil volta a campo contra a Bélgica, sexta-feira, às 8h (de Brasília), em Xangai, para ver quem fica com a medalha de bronze.

Sacanagem! Além de prejudicar brasileira, Cobog ainda a responsabiliza

O Comitê Organizador das Olimpíadas de Pequim (Bocog) enviou, nesta terça-feira, um ofício à missão brasileira, pedindo desculpas pelo sumiço da vara de Fabiana Murer durante as finais do salto do com vara. No documento, apesar de assumir o erro, o Bocog afirma que a brasileira tem parcela de culpa, e que deveria ter conferido seu material antes da prova.

O ofício não convenceu o chefe do atletismo brasileiro em Pequim, Martinho Nobre:

- Foi só meia desculpa, porque eles acabam responsabilizando a Fabiana - disse, por telefone, ao GLOBOESPORTE.COM.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Vitórias históricas marcam o dia olímpico dos brasileiros

Do GloboEsporte
Handebol masculino se despede dignamente das Olimpíadas

A seleção brasileira masculina de handebol perdeu um jogo dramático para a Espanha neste domingo, e está fora dos Jogos de Pequim. Com falhas de ataque e, principalmente, na defesa, a seleção, que esteve oito gols atrás, esboçou uma reação no fim do segundo tempo e ficou a apenas um gol do empate. Mas, apesar da derrota e desclassificação, a atuação brasileira representou a evolução do esporte nacionalmente. Placar final: Espanha 36 x 35 Brasil.


Vôlei masculino vence e termina como primeiro da chave

O Brasil tinha que vencer a Alemanha. Este era o objetivo para ainda ter chances de ser líder do Grupo B. E, com a ajuda da Polônia, que venceu a Rússia, o resultado não poderia ser melhor: vitória e primeira posição na chave. Mas no jogo que não valia mais a vaga às quartas dos Jogos Olímpicos de Pequim, pois a equipe já estava garantida, o que marcou foram as bombas nos saques dos alemães e um susto de Serginho, que deixou a seleção brasileira tensa. Uma queda, um sumiço e todos os jogadores do Brasil ficaram apreensivos em quadra. Porém, uma resposta do líbero ao técnico Bernardinho – “Estou bem” - foi o suficiente para a equipe brasileira recuperar o fôlego e aplicar 3 sets a 0, com parciais de 25/22, 25/21 e 25/23.

Desorganização da Organização Chinesa causa desclassificação e decepção de brasileira e dos brasileiros

Raiva e tristeza. Com esses sentimentos, a saltadora brasileira Fabiana Murer foi às lágrimas após ser eliminada no salto com vara. Uma das apostas do Brasil no atletismo, ela ficou abalada com sumiço de uma de suas dez varas, perdeu a concentração e errou suas três tentativas de superar os 4,65m. A atleta é detentora da terceira melhor marca do ano (4,80m) e, teoricamente, poderia beliscar pelo menos uma medalha de bronze. Mas seu sonho virou pesadelo por uma falha da organização das Olimpíadas de Pequim.

Logo que deu falta de parte de seu equipamento, Murer discutiu com cinco árbitros e pediu a paralisação da prova. Ela chegou inclusive a se posicionar na frente da chinesa Gao Shuying, impedindo-a de saltar.

A competição de fato foi paralisada por alguns minutos. Tempo que Fabiana Murer aproveitou para procurar suas varas nos tubos de outras atletas. Não encontrou uma delas, nem a organização deu explicações para o sumiço, justamente, da ferramenta que a brasileira mais precisava para saltar os 4,65m. A tranqüilidade da brasileira em pouco tempo foi por água abaixo. Ela não conseguiu se concentrar para os três saltos subseqüentes. E ainda teve que utilizar uma vara inadequada. Ainda abalada, Murer acabou derrubando o sarrafo nas três tentativas dos 4,65m. Após a eliminação, sentou em um canto da pista com o olhar perdido, parecendo não acreditar.


Medalha, medalha, medalha!

O mergulho nas águas de Qingdao, o barco virado e a emoção no pódio, caracterizada por sorrisos, lágrimas e bandeira do Brasil nas mãos, simbolizaram muito bem a importância do feito de Fernanda Oliveira e Isabel Swan nas Olimpíadas de Pequim. Com ascensão meteórica nas últimas regatas da classe 470, a dupla venceu a última prova, assegurou a terceira colocação geral e recebeu com muito orgulho o bronze.

Brasil em dose dupla nas areias chinesas!

O Brasil pode comemorar a presença de duas duplas na briga por uma vaga na decisão olímpica. Antes da vitória de Ricardo e Emanuel nas quartas-de-final, Márcio e Fábio Luiz confirmaram seu favoritismo diante de Gosch e Horst e derrotaram os austríacos por 2 a 0, parciais de 22/20 e 21/17, garantindo sua vaga nas semifinais. Agora, a dupla se prepara para encarar os atuais campeões olímpicos, os outros dois brasileiros que deram uma verdadeira aula de voleibol aos americanos (2 a 0), na próxima quarta-feira, em horário a ser definido.

Brasil x Alemanha!?! Foi 4x1, fora o baile!

A vingança perfeita, com uma goleada, gritos de “olé” e humilhação do antigo carrasco. Nesta segunda-feira, a seleção brasileira feminina venceu a Alemanha por 4 a 1, em Xangai, e já garantiu pelo menos uma medalha nas Olimpíadas de 2008. Na quinta, o Brasil vai em busca do sonhado ouro na final do futebol contra o mesmo rival de quatro anos atrás: os Estados Unidos.

O Brasil nunca havia vencido a Alemanha em torneios oficiais. No ano passado, perdeu na decisão da Copa do Mundo, com direito a pênalti desperdiçado por Marta. Mas as brasileiras lavaram a alma em Xangai. Formiga, Marta e Cristiane (duas vezes) marcaram, após Prinz ter feito 1 a 0 no início do jogo.

Cristiane teve atuação de gala. Fez a jogada do gol de Formiga, marcou outros dois e saiu de campo ovacionada. Quando marcou o segundo, dançou. Mas fez as alemãs rebolarem: agora, ela é a maior artilheira da história das Olimpíadas, ao lado de Prinz, com dez. No banco de reservas, o técnico Jorge Barcellos fez o aviãozinho, consagrado por Zagallo em um amistoso contra a África do Sul. A torcida gritava "olé", encantada também com o gol de placa de Marta. Do lado alemão, decepção. A goleira Nadine Angerer, que nunca havia sido batida pelas brasileiras, pegou quatro bolas na rede. Prinz, ex-melhor do mundo, viu que o reinado será de Marta por muito mais tempo.

A final de quinta-feira entre Brasil e EUA será às 10h (de Brasília), no Estádio dos Trabalhadores, em Pequim. As americanas venceram o Japão por 4 a 2 e garantiram vaga na decisão. Em Atenas, os EUA bateram as brasileiras por 2 a 1 e ficaram com o ouro.

Especial: Balanço do desempenho da ginástica brasileira

Do GloboEsporte

Uma das maiores esperanças de medalhas em Pequim, a equipe brasileira de ginástica artística retornará de mãos vazias. Neste domingo, dia 17, Diego Hypolito e Daiane dos Santos, no solo, e Jade Barbosa, no salto sobre o cavalo, encerraram, sem sucesso, a participação do Brasil na competição.


Bicampeão mundial no solo e apontado como grande favorito, Diego Hypolito se classificou para a final com a primeira nota do aparelho, Ele optou por uma série conservadora para a decisão, deixando de lado o salto "Hypolito", considerado muito arriscado. O brasileiro fazia uma boa apresentação, mas caiu na última aterrissagem e desperdiçou qualquer chance de brigar por uma medalha. Perplexo, ele sequer saudou o público ao se levantar. Depois, chorou e saiu extremamente abalado do ginásio.

Jade também não corresponde às expectativas

Se decepção é uma palavra forte para resumir a campanha de Jade Barbosa, fica a impressão também que a ginasta poderia ter obtido resultados melhores. Bronze no individual geral no Mundial de Stuttgart, no ano passado, a atleta de 17 anos ficou em décimo lugar em Pequim. Jade também não foi bem no solo, uma de suas especialidades, e sequer chegou à final. Depois, no salto sobre o cavalo, errou nas suas duas passagens e acabou em sétimo.

Na disputa por equipes, Jade compôs a equipe brasileira que, ao lado de Daniele Hypolito, Ana Cláudia Silva, Daiane dos Santos, Laís Souza e Ethiene Franco, classificou-se pela primeira vez para uma decisão olímpica. O oitavo e último lugar na final, se não pode ser visto como ruim, também não chega a empolgar, já que o Brasil terminou em quinto no último Mundial.

Desacreditada pelo técnico, Daiane é a única a fazer a final do solo


A última chance de medalha do Brasil veio representada por Daiane Santos no solo. A brasileira fazia uma apresentação boa, mas pisou duas vezes fora da área delimitada e terminou em sexto lugar.

Decepção? Não desta vez, já que a ginasta não era apontada nem pelo próprio técnico, o ucraniano Oleg Ostapenko, como uma das credenciadas a subir ao pódo. Porém, aos 25 anos, Daiane dificilmente voltará a participar das Olimpíadas. E deve ter se lembrado de Atenas, quando era favoritíssima no solo, mas errou e acabou somente em quinto lugar.

A ginasta aproveita para destacar a importância de manter a estrutura da seleção feminina. Após as Olimpíadas, a equipe irá se desfazer e as ginastas deixarão o CT de Curitiba e voltarão a treinar em seus clubes. A decisão sobre a continuidade do modelo atual caberá ao novo presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), que será eleito no final do ano.

"É um trabalho maravilhoso, merecíamos chegar onde estamos. Trabalhamos muito para isso. Essa estrutura precisa ser mantida para que a gente evolua ainda mais", ressalta acertadamente Daiane.

domingo, 17 de agosto de 2008

Madrugada esportiva agitada para brasileiros, dia decisivo para atletas olímpicos

Do GloboEsporte

Phelps leva os oito ouros para o EUA
O fenômeno da natação, de apenas 23 anos, teria que provar mais uma vez por que é o maior atleta olímpico da história. Desta vez, ele foi decisivo. Só com a sua tradicional e incrível virada colocou a equipe dos Estados Unidos na liderança da final do 4x100m medley, a última prova da natação nos Jogos Olímpicos. Agora era só Jason Lezak, que já havia “salvado a medalha no 4x100m livre”, segurar o australiano Eamon Sullivan e garantir o tão sonhado oitavo ouro de Phelps. Foi sofrido, bem mais do que o previsto, mas Phelps se despediu da China como o maior campeão olímpico da história.

Que “massa”! Brasil dá aula de vôlei para italianas

Na terra da Grande Muralha, as atenções se voltaram para outro paredão neste domingo. Com um bloqueio impecável, que garantiu 18 pontos contra apenas dois do adversário, a seleção feminina de vôlei do Brasil derrubou a Itália e seguiu invicta nas Olimpíadas de Pequim. A vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/22 e 25/17, garante à equipe verde-amarela a liderança do grupo B. Após fechar a fase de classificação com 100% de aproveitamento, sem perder um set sequer, a seleção enfrenta o Japão, que perdeu para a China por 26/24, 25/16 e 25/14, nas quartas.

Renata e Talita, as vingadoras!

Com uma grande atuação, Renata e Talita até levaram um susto no final do primeiro set, mas bateu Cook, campeã olímpica em 2000, e sua nova parceira, Barnett sem as dificuldades esperadas. As brasileiras venceram as australianas por 2 a 0, parciais de 24/22 e 21/14, garantindo a classificação para as semifinais dos Jogos de Pequim e a revanche em nome das eliminadas Ana Paula e Larissa. Com o resultado, Renata e Talita se preparam para tentar o que as compatriotas Ana Paula e Larissa não conseguiram: derrotar as americanas Walsh e May, atuais campeãs olímpicas, para lutar pelo ouro e, quem sabe novamente, lavar a “honra” brasileira!

Campeão olímpico faz dever de casa e se classifica

Rodrigo Pessoa zerou o percurso na primeira eliminatória da Copa das Nações do hipismo, disputado em Hong Kong, mas o Brasil terminou o dia apenas em décimo lugar e ficou fora da final. Mas, no concurso individual, Rodrigo Pessoa conseguiu o terceiro melhor resultado e disputa nesta segunda-feira a terceira eliminatória. Bernardo Alves derrubou três e ficou com 12 pontos de faltas. Mesmo assim, ele conseguiu a vaga na terceira fase do individual, na 30ª posição. Camila Benedicto também fez três faltas e ainda estourou o tempo, ficando com 13 pontos, mas avançou na 40ª posição.

Lenda brasileira dos mares perto dos líderes

Uma regata quase perfeita colocou os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada em situação mais confortável na briga por medalha nas Olimpíadas de Pequim. Neste domingo, na quarta prova da classe Star, a dupla passou a primeira marca em segundo e depois liderou até o final. Assim, eles sobem de 11º para sétimo no geral. A tendência, caso eles repitam uma liderança na próxima regata, é que colem nos líderes.

Bimba faz bonito e cresce nas regatas

Com as duas regatas da RS:X disputadas neste domingo, Ricardo Winicki, o Bimba, conseguiu melhorar a sua posição na classificação geral. Com oito provas disputadas, o brasileiro subiu do nono para o sexto lugar, com 40 pontos perdidos. As três próximas regatas da RS:X serão disputas a partir de 0h de segunda-feira. As provas determinarão os dez classificados para a regata da medalha, marcada para quarta-feira, às 2h.



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