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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O adeus dos "para-heróis"! Brasil deixa Pequim com melhor atuação na história das Paraolímpiadas

Do GloboEsporte

Os Jogos Paraolímpicos de 2008 chegaram ao fim e o Brasil tem um novo herói: o nadador Daniel Dias conquistou nada menos que nove medalhas, sendo quatro delas de ouro. Ele subiu ao pódio em todas as provas que disputou e bateu três recordes mundiais, além de um paraolímpico. E foi apenas a sua primeira participação no evento.

Mas o atleta não é o único motivo de orgulho para os brasileiros. Afinal, a delegação bateu seu recorde e trouxe 47 medalhas no total, sendo 16 de ouro – outra marca histórica. Além do show verde-e-amarelo na natação e no atletismo, que teve em Lucas Prado a sua maior estrela, algumas modalidades renderam medalhas inéditas para o país, como a bocha e o tênis de mesa. Como resultado, o Brasil terminou a competição na nona colocação, a melhor do país na história dos Jogos.

Em Atenas, há quatro anos, o Brasil conseguiu 33 medalhas, com destaque absoluto para Clodoaldo Silva, que levou seis ouros e uma prata. Para Pequim, o Comitê Internacional Paraolímpico resolveu mudar a categoria do atleta de S4 para S5, em uma decisão surpreendente. Na nova classe, o nadador não conseguiu bons resultados em provas individuais, e levou apenas uma prata e um bronze nos revezamentos 4x50m medley e 4x50m livre. Mesmo assim, o país fez história e se despede da China com seu melhor desempenho nas Paraolimpíadas. Confira, abaixo, as principais conquistas brasileiras nos Jogos de Pequim:

Cubo d’Água verde-e-amarelo

Se Michael Phelps roubou a cena nas Olimpíadas, os Jogos Paraolímpicos também contaram com uma estrela no Cubo d’Água: Daniel Dias. O atleta da categoria S5 subiu quatro vezes no degrau mais alto (100m e 200m livre, nos 50m costas e nos 200m medley), mais quatro no segundo (50m livre, 100m costas, 50m borboleta e no revezamento 4x50m medley - até 20 pontos, quando nadou com Ivanildo Vasconcelos, Luis Silva e Clodoaldo Silva) e uma vez no mais baixo (revezamento 4x50m livre, ao lado de Clodoaldo Silva, Adriano Lima e Joon Seo), tornando-se o maior medalhista brasileiro dos Jogos.

André Brasil, da S10, não ficou muito atrás do amigo e também deu show ao conquistar quatro ouros e uma prata. Ele encabeçou duas dobradinhas brasileiras com Phelipe Rodrigues, nas provas de 50m e 100m livre (com direito a recorde mundial nas duas), além de ter sido campeão nos 400m livre e 100m borboleta - as duas com recorde paraolímpico. O nadador também garantiu o segundo lugar nos 200m medley.

As mulheres também ajudaram a colorir o Cubo de verde-e-amarelo e levaram o país ao pódio paraolímpico na natação feminina pela primeira vez. Com Fabiana Sugimori nos 50m livre S11, de Edênia Garcia nos 50m livre S4 e Verônica Almeida nos 50m borboleta S7, a natação brasileira garantiu três bronzes em Pequim e ficou a apenas três medalhas de seu melhor desempenho nas Paraolimpíadas.

Lucas Prado cumpre promessa e brilha no atletismo

Vem do atletismo outro grande nome do Brasil nos Jogos de 2008: Lucas Prado. O velocista da classe T11, para deficientes visuais, foi a Pequim em busca de três ouros e cumpriu sua promessa. Nos 100m e nos 200m rasos, não deu chance aos concorrentes e ainda bateu os recordes mundiais das provas. Nos 400m, desbancou o atual recordista para brihar mais uma vez nos Jogos.

No feminino, a grande estrela foi Terezinha Guilhermina, que se despede da China com uma medalha de cada cor. Bronze nos 400m (T12), ela ficou decepcionada com a prata na sua especialidade, os 100m rasos (T11). Na terça-feira, se redimiu ao superar a favorita e conquistar o ouro nos 200m (T11).

Além das medalhas douradas, o país conquistou uma prata com sabor de ouro no revezamento 4x100m da classe T42-46. Além disso Shirlene Coelho fez bonito no lançamento de dardo e também levou a prata, assim como Tito Sena, na maratona da classe T46. O Brasil ainda subiu ao pódio mais cinco vezes para comemorar o bronze: duas com Odair Santos (5.000m da classe T13 e 10.000m da T12), duas na classe T11 ( Ádria Santos nos 100m e Jerusa Santos nos 200m) e uma na T46 (Yohansson Nascimento (100m).

Tenório vira lenda no judô

E se o assunto é herói paraolímpico, ninguém pode deixar de falar de Antônio Tenório. O judoca lutou na categoria até 100kg e conquistou sua quarta medalha de ouro nos Jogos. É isso mesmo, Tenório já havia sido campeão em Atlanta (96), Sidney (2000) e Atenas (2004). O veterano não deu chances para ninguém e ganhou todas as suas lutas por ippon.

As mulheres também fizeram sua parte e levaram a bandeira brasileira para o pódio: Karla Cardoso, na categoria até 48kg, e Deanne Silva, acima de 70kg, conquistaram uma medalha de prata cada; e Michelle Ferreira (até 52kg) e Daniele Silva (até 57kg) ganharam o bronze.

Ouro inédito na bocha

Parece até filme. O Brasil nunca tinha tido um representante na bocha paraolímpica. Dois atletas, Dirceu Pinto e Eliseu Santos, foram para Pequim disputar três medalhas, no torneio individual e em dupla. Pois Dirceu levou o ouro sem perder nenhum jogo no simples; e Eliseu só foi derrotado pelo compatriota, na semifinal: acabou com a medalha de bronze.

Nas duplas, não teve para ninguém. Com vitórias memoráveis nas semi e final, contra República Tcheca e a tradicional Portugal, os novatos subiram mais uma vez no pódio, no degrau mais alto.

Vitória emocionante no futebol de cinco

Campeão em Atenas-2004, o time brasuca de futebol de cinco (deficientes visuais) chegou a Pequim como favorito e não decepcionou, garantindo sua presença na final. Na decisão, porém, uma surpresa: a China, dona da casa, saiu na frente. No entanto, a equipe verde-amarela se impôs e, faltando apenas um minuto para o final da partida, garantiu o bicampeonato e o 16º e último ouro brasileiro em Pequim.


Tênis de mesa valente

As esperanças estavam todas voltadas para Luiz Algacir Silva e Welder Knaf, já que os outros nove mesatenistas brasileiros haviam sido eliminados nos torneios individuais e de equipe. A semifinal do torneio por equipes, classe 3, era contra a maior potência da modalidade, a China, mas a dupla verde-e-amarela não teve medo e conseguiu eliminar os anfitriões por 3 a 2. Depois disso, ninguém ligou muito para a derrota na final para a França. Afinal, foi a primeira medalha brasileira na história do tênis de mesa paraolímpico.

Bronzes no hipismo e no remo

Montando o Luthenay de Vernay - cavalo que ganhou de presente do cavaleiro Doda - Marcos Alves, também conhecido como Joca, conseguiu duas medalhas de bronze na categoria Ib: no estilo livre com música e adestramento individual.

Das pistas para a água: os remadores Elton Santana e Josiane Lima superaram as dificuldades geográficas - ele mora em Salvador e ela, em Florianópolis - para fazer bonito em Pequim e conquistar o terceiro lugar na prova do skiff duplo misto, classe TA.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Penúltimo dia das Paraolímpiadas é memóravel para delegação brasileira

Do GloboEsporte

No penúltimo dia dos Jogos de Pequim, a delegação verde-amarela fez história. Com os ouros conquistados por Terezinha Guilhermina e Lucas Prado no atletismo, o Brasil bateu o recorde de medalhas douradas conquistadas em uma única edição das Paraolimpíadas: 15. E a coleção ainda pode aumentar na despedida da competição, já que a equipe brasuca de futebol de cinco se classificou para a decisão contra a China. Assim, o Brasil passa a ocupar a décima colocação no quadro geral de medalhas, com 45 no total.

Terezinha e Prado têm despedida de gala no atletismo

Favorita ao ouro nos 100m rasos, Terezinha Guilhermino não conseguiu superar a chinesa Chunmiao Wu na final da prova. Nesta terça-feira, a atleta sentiu o gostinho da vingança: desbancou a rival e garantiu a medalha dourada nos 200m. Tão emocionado quanto ela, estava o seu guia, Chocolate, que exaltou a superação dos dois na caminhada rumo ao lugar mais alto do pódio.

Mas as fortes emoções ainda estavam longe do fim para o atletismo brasileiro. Um dia depois da desclassificação da equipe verde-amarela no revezamento 4x100m T11-T13, fato que gerou revolta no Comitê Paraolímpico Brasileiro, o país se redimiu. O time formado por André Luiz Oliveira, Yohansson Nascimento, Claudemir Santos e Alan Oliveira surpreendeu ao conquistar a prata no 4x100m T42-T46 . Com uma arrancada no final, só terminou atrás dos americanos, que levaram o ouro e o novo recorde mundial da prova.

E, para fechar com chave de ouro, nada melhor do que um novo show de um dos grandes nomes do Brasil nestes Jogos. Campeão nos 100m e nos 200m rasos, Lucas Prado escreveu seu nome na história ao garantir seu terceiro ouro, desta vez nos 400m, e levar o país a ouvir seu hino pela 15ª vez no pódio de Pequim.

Brasil fora do pódio no futebol de sete

O time brasileiro de futebol de sete também sonhava sair de Pequim com um lugar no pódio, mas foi atropelado por um furacão chamado Abdolreza Karimzadeh. O iraniano marcou três gols e ajudou sua seleção a vencer a equipe verde-amarela por 4 a 0. Assim, o sonho brasuca de superar a prata conquistada em Atenas fica adiado por mais quatro anos, para Londres-2012.

Seleção masculina de basquete para cadeirantes consegue seu melhor desempenho em Jogos Paraolímpicos

A seleção brasileira de basquete para cadeirantes recuperou o bom basquete que apresentou no primeiro jogo das Paraolimpíadas e venceu a disputa pelo 9º lugar contra a África do Sul por 68 a 46. Como o Irã foi desqualificado da competição por ter se recusado a entrar em quadra para enfrentar os EUA pelas quartas-de-final, o Brasil ficou em oitavo lugar na classificação geral, o melhor desempenho do país na história da modalidade.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Natação paraolímpica encerra suas atividades e consagra Daniel Dias como maior medalhista brasileiro

Do GloboEsporte


A expressão pode ser clichê, mas retrata bem este nono dia de disputas dos atletas brasileiros nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. A emoção foi forte para o Brasil nesta segunda-feira tanto no Cubo d’Água, quanto no Ninho do Pássaro. Na despedida da natação em Pequim, o país brilhou com mais quatro medalhas e um recorde paraolímpico. Já no Estádio Nacional, a segunda-feira foi de tristeza. E justamente com o revezamento 4x100m T11-T13, um dos favoritos ao ouro, que foi desclassificado na segunda série da semifinal.

O dia brasileiro, porém, começou com um marco fora das piscinas. No ginásio da Universidade de Pequim, a dupla de tênis de mesa, Luiz Algacir Silva e Welder Knaf, conseguiu uma medalha de prata inédita, na C-3, na derrota para os franceses Florian Merrien, Jean-Philippe Robin e Yann Guilhem por 3 a 1. Festa na bolinha, festa também com a bola grande, com a seleção de futebol de 5 garantindo vaga na final após fazer 1 a 1 com a China em um ‘jogo de compadres’, com as duas equipes se beneficiando com o empate.

Cubo d'Água dá adeus aos Jogos

Só que o momento principal estaria reservado para a piscina, onde aconteceria o último dia de competição da natação destes Jogos Paraolímpicos. Além de buscar o ouro, Daniel Dias estava na piscina para ampliar o recorde de medalhas de um atleta brasileiro nestas Paraolimpíadas. E conseguiu, com duas pratas, nos 50m livre classe S5 e no revezamento 4x50m medley 20 pontos, passando a ter quatro ouros, quatro pratas e um bronze, após 11 disputas.

O revezamento consumou o verdadeiro significado da palavra superação. O Brasil começou na disputa com Daniel Dias, no nado de costas. Em seguida, Evanildo Vasconcelos competiu no peito. O Brasil vinha em segundo lugar na disputa, mas caiu para terceiro após a participação de Luis Silva no nado borboleta.

Coube a Clodoaldo Silva, que encerrou o revezamento, garantir a medalha de prata para o país. O nadador, que foi obrigado a mudar da classe S4 para a S5 antes dos Jogos, conseguiu se superar e levou o Brasil ao segundo lugar mais alto do pódio, superando a Espanha.

O marco valeu ainda uma brincadeira com o rival André Brasil, que conseguiu “apenas” cinco medalhas (quatro de ouro e uma de prata), e nesta segunda-feira bateu o recorde paraolímpico no 400m livre classe S10. A outra medalha do país no Cubo veio com Edênia Garcia, que ganhou o bronze nos 50m livre S4.

Alegria, tristeza e revolta no Ninho do Pássaro

Se no Cubo foi só alegria para o Brasil, no Ninho do Pássaro a delegação brasileira viveu um misto de emoções na série semifinal do revezamento 4x100m T11-T13. Confirmando o seu favoritismo ao ouro, a equipe formada por Julio Souza, Felipe Gomes, André Luiz e Lucas Prado correu abaixo do recorde mundial, fazendo 43s03, atrás apenas da China, que conseguiu 42s80.

A festa, porém, seria interrompida logo em seguida. Considerando ilegal a passagem de bastão do segundo (Felipe Gomes) para o terceiro velocista (André Luiz), a organização da prova desclassificou o Brasil, beneficiando Angola. A tristeza seria transformada em revolta pela Confederação Paraolímpica do Brasil, que afirma não ter havido problema nenhum durante a prova e promete recorrer da decisão. Esta não foi a única polêmica protagonizada por André Luiz nesta segunda-feira. Após queimar duas largadas nas eliminatórias dos 200m T13, o velocista confessou ao SporTV que havia feito de propósito para se poupar para a final do revezamento.

Enquanto André Luiz deve estar lamentando a desclassificação, caso ela se confirme, Lucas Prado ainda tem uma chance de sair de Pequim com a terceira medalha de ouro, ele que venceu nos 200m T11 e nos 100m T11. Nos 400m rasos T11, Lucas foi o mais rápido na dobradinha com Daniel Silva, garantindo vaga para a decisão de terça-feira. Na única conquista do dia no atletismo, Yohansson Nascimento ficou com o bronze 100m T46 após uma chegada espetacular.

domingo, 14 de setembro de 2008

Delegação supera a marca de medalhas histórica de Atenas faltando 4 dias para o fim dos Jogos

Do GloboEsporte

Não importa o local. Pode ser o ginásio da Universidade de Pequim, o Cubo d’Água ou o Ninho do Pássaro, o verde-amarelo vem brilhando nestes Jogos Paraolímpicos de Pequim. E o resultado é que neste domingo, o Brasil chegou às 35 medalhas, batendo seu recorde em Paraolimpíadas, que era de 33, obtido nos Jogos de Atenas. Os responsáveis pela marca foram o supercampeão André Brasil, ouro nos 50m livre, categoria S10, que fez dobradinha no pódio com Phelipe Rodrigues, dono da medalha de prata. Agora, o Brasil tem 12 medalhas de ouro, nove de prata e 14 de bronze.

O show de André, porém, não se limitou apenas à final. Na manhã (em Pequim), o super nadador brasileiro já havia conseguido o recorde mundial da prova, que seria batido por ele novamente na final, quando cravou 23s61. A conquista é a quarta de André Brasil nestas Paraolimpíadas, ele que já havia levado o ouro nos 100m borboleta e 100m livre, além da prata nos 200m medley.

A festa brasileira no Cubo d’Água teve ainda a terceira medalha paraolímpica para Fabiana Sugimori, que ficou com o bronze. Nos 100m rasos, classe T46, Yohansson Nascimento garantiu a vaga na final com a segunda posição em sua bateria, ao fazer o tempo de 11s18. Por fim, Rildane Firmino terminou na sexta colocação nos 150m medley, classe SM4, e Adriano Lima chegou em quarto nos 400m livre, classe S6, com 4m48s32.

Dupla faz história no tênis de mesa

Se André Brasil vem dominando no Cubo, no ginásio da Universidade de Pequim quem já faz história é a dupla do Brasil no tênis de mesa, classe C3, Welder Knaf e Luiz Algacir Silva. Na semifinal, Welder e Luiz Algacir eliminaram os favoritos ao ouro, os chineses Panfeng Feng e Ping Zhao por três vitórias contra duas dos adversários e nesta segunda-feira decidem o título contra os franceses Florian Merrien e Jean-Philippe Robin. Mais cedo, o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final do torneio feminino, classe 6-10, com a derrota de Jane Karla Rodrigues e Carollina Maldonado para as francesas Thu Kamkasomphou e Audrey le Morvan por 3 a 0.

Rápido na água e na mesinha, o Brasil mostrou que também é veloz nas pistas do Ninho do Pássaro. Dono do recorde mundial, Odair Santos terminou com a medalha de bronze nos 10.000m, categoria T12. O verde-amarelo do país ficou na frente boa parte da prova, primeiro com Aurélio Santos e depois com Odair, que só deixou o posto faltando duas voltas para o fim, quando foi ultrapassado pelo queniano Henry Kiprono Kirwa (ouro) e pelo tunisiano Abderrahim Zhiou (prata).

Campeão dos 100m e 200m rasos, classe T11 (deficiência visual total), Lucas Prado fez o tempo de 51s84, indo para a semifinal da categoria, ao lado de Daniel Silva, que fez 52s47 após completar o percurso puxando seu guia pelo braço. No arremesso de peso, classes F35/36 teve Paulo Souza com a nona colocação, enquanto Edson Pinheiro ficou em sexto nos 200m rasos, categoria T38. Por fim, nos 800m rasos, classe T46, Emicarlos Souza e José Carlos Alecrim foram eliminados na primeira rodada.

Brasil luta pelo bronze no futebol de 7

Se no tênis de mesa, o Brasil conseguiu superar a favorita China, no futebol de 7, o país não conseguiu suplantar a força da potência da categoria, a Ucrânia. No campo de hóquei de grama de Pequim, a seleção verde-amarela foi goleada pelos ucranianos por 6 a 0. Com a derrota, o Brasil vai disputar a medalha de bronze, contra os iranianos, na próxima terça-feira.

No basquete para cadeirantes, o Brasil voltou a amargar uma derrota em Pequim. A seleção feminino perdeu a disputa pela nona posição para o México por 54 a 44 e sai da competição sem vitória.

sábado, 13 de setembro de 2008

Um brinde a vida e ao esporte paraolímpico brasileiro!

Do GloboEsporte

O Cubo d'Água voltou a ser palco de grandes emoções. Depois da consagração de Daniel Dias, o grande destaque da delegação do Brasil em Pequim, e as medalhas de André Esteves, foi a vez de uma mulher exaltar o nome do país. Verônica Almeida conquistou, neste sábado, o bronze nos 50m borboleta (categoria S7) e foi a primeira brasileira na natação a subir no pódio nas Paraolimpíadas. Antes de pôr a conquista no peito, a nadadora dedicou sua medalha à vida.

- Isso é a vontade de vencer, e mais ainda, a vontade de viver. A medalha é uma homenagem à minha vida - disse ela.

Verônica tem síndrome de Ellos Danos, uma doença rara que traz prejuízos progressivos e irreversíveis para os movimentos do corpo. Atualmente, a previsão de vida para a nadadora é de dois a seis anos de vida. Mas ela ainda tem chance de reverter a situação, assim como fez nos 50m borboleta, quando conseguiu o bronze em uma prova de recuperação. Após Pequim, a brasileira segue para a França, onde vai se submeter a um tratamento no Centro de Estudos de Doenças Coronarianas e Degenerativas. Será testado na nadadora o primeiro medicamento desenvolvido para a síndrome. A esperança é aumentar a expectativa de vida de Verônica em 30 anos.

Ainda no local de competições mais emocionante das Olimpíadas, André Esteves ficou em quarto nos 100m costas (categoria S10). O brasileiro soma três medalhas em Pequim, sendo duas de ouro, nos 100m borboleta e 100m livre, e um de prata, nos 200m medley.

Gabriel Feiten e Adriano Pereira acabaram a final dos 50m livre, categoria S2, nas últimas colocações. O grego Georgios Kapellakis garantiu o ouro com o tempo de 1m04s85, seguido pelo russo Dmitri Kokarev, que cravou 1m05s15. Jim Anderson, da Grã Bretanha, completou o pódio com a marca de 1m06s09. Gabriel e Adriano ficaram muito atrás, e fecharam com os tempos de 1m15s14 e 1m15s41, respectivamente.

Nos 50m borboleta, categoria S6, o brasileiro Lucas Silva terminou em oitavo lugar. A medalha de ouro ficou com o chinês Qing Xu, que bateu o recorde mundial da prova, com a marca de 30s79. A prata foi para o japonês Kyosuke Oyama e o bronze para o britânico Sascha Kindred.

Das águas paras as pistas, o Brasil também fez bonito no exuberante Ninho de Pássaro. Lucas Prado abocanhou nos 200m rasos, categoria T11, sua segunda medalha de ouro nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. O atleta, que já havia vencido a prova dos 100m, ainda quebrou o recorde ao marcar 22s48. Terezinha Guilhermina conquistou a medalha de bronze na prova dos 400m rasos, categoria T12.

No início da madrugada paraolímpica, Edson Pinheiro conseguiu a classificação para a final dos 200m rasos, classe T38, mesmo ficando em quarto lugar em sua bateria (23s62). Os três primeiros de cada chave avançam à final, mas sobram duas vagas para o sétimo e o oitavo melhores tempos na classificação geral. A disputa pela medalha de ouro acontece neste domingo, às7h16m. Carlos Barto também vai brigar por medalha, mas nos 1.500m, classe T11. O brasileiro fechou sua bateria com o tempo de 4m16s29 e garantiu sua vaga na decisão, que acontece nesta segunda-feira, às 7h45m.

Ainda no Ninho de Pássaro...

Na final do lançamento de disco, categoria F57/F58, Leonardo Amâncio somou 947 pontos e ficou em sétimo lugar na classificação geral. Alexey Ashapatov, da Rússia, levou a medalha de ouro ao cravar o recorde mundial da prova: 57m61, 1079 pontos. Como duas categorias disputam juntas a prova, existe um sistema de pontuação para equilibrar a competição entre pessoas com diferentes níveis de deficiência. Assim, a prata foi para o chinês Weihai Zheng, que bateu o recorde mundial da classe F57 ao lançar o disco a 49m09 e fazer 1052 pontos. A medalha de bronze também ficou com um atleta da classe F57, o tcheco Rostislav Pohlmann, que conseguiu 975 pontos ao marcar 45m48.

O assunto agora é bola

As meninas do goalball brasileiro se despediram das Paraolimpíadas com derrota para a Dinamarca. Elas perderam por 3 a 2 e terminaram a campanha com quatro derrotas, um empate e duas vitórias. Lykke Vedsted fez os três gols das dinamarquesas. Claudia Amorim e Adriana Lino descontaram para o Brasil. No futebol de cinco, a seleção brasileira goleou a Grã Bretanha por 5 a 0 e assumiu a segunda colocação da competição. Foi a terceira vitória brasileira nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Nesta segunda-feira, à 1h, a equipe volta ao Estádio Olímpico de Hóquei de Grama para enfrentar a China na última partida da primeira fase. O time precisa ganhar para disputar a medalha de ouro sem depender de outros resultados.

Na estréia do Brasil no vôlei sentado em Jogos Paraolímpicos, a seleção masculina se despediu de Pequim na sexta colocação. A equipe perdeu para a China por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 17/25, 25/18 e 25/13. O principal pontuador do jogo foi o chinês Zhongmin Zhang, com 28 acertos. Pela China, também se destacou Hui Gao, com 16 pontos. Pelo lado brasileiro, Samuel Arantes e Wescley Oliveira terminaram com 12 pontos cada um.

A bolinha também tem sua vez

Parecia que não era o dia do Brasil no tênis de mesa em Pequim. As seleções das classes C1/C2 e C4/C5 foram eliminadas dos Jogos Paraolímpicos, nas quartas e nas oitavas-de-final, respectivamente, neste sábado, mas o time da classe C3 fez bonito e se classificou para as semifinais. Por 3 a 0, Luiz Algacir Silva e Welder Knaf ganharam suas partidas de simples e em dupla contra a Áustria, que conta com Egon Kramminger, Manfred Dollmann e Gunter Unger.

Brasil pára na velocidade em Pequim

Os brasileiros não foram bem nas corridas das classes LC1/LC2/CP4 e LC3/LC4/CP3 do ciclismo de estrada. Soelito Gohr foi o sexto colocado no Circuito de Triatlo, fechando a prova de seis voltas (72,6km) em 1h46m14s19. Flaviano Carvalho não ficou nem entre os 10 primeiros de sua categoria. Foi o 14º, com o tempo de 1h39m16s09 em cinco voltas (60,5km).

O ouro da LC1/LC2/CP4 foi para o italiano Fabio Tribolli, da Itália, que cravou 1h46m03s08. David Mercier, da França, e Michael Gallagher, da Austrália, completaram o pódio. Na LC3/LC4/CP3, o lugar mais alto do pódio foi de Darren Kenny, da Grã Bretanha, que completou a prova em 1h37m00s74. A medalha de prata ficou com Javier Ochoa, da Espanha. O tcheco Tomas Kvasnicka levou o bronze.

Força na terra, força no mar

Alexsander Whitaker não conseguiu passar dos 172,5kg levantados e ficou em 10º lugar na final do halterofilismo, categoria até 67,5kg. A medalha de ouro foi para o novo recordista paraolímpico Metwaly Ibrahim Mathna, do Egito, que agüentou 217,5kg. O iraniano Ali Hosseini também superou o antigo recorde paraolímpico, mas não ultrapassou o egípcio e garantiu a prata ao levantar 215kg. Maoshun Wu, da China, recebeu a medalha de bronze por erguer 200kg. No mar, as notícias também não são animadoras.

Luiz César Faria, Darke Mattos e Rossano Leitão, únicos brasileiros representando o Brasil na vela paraolímpica, na classe sonar, até melhoraram a performance nas regatas deste sábado, mas não conseguiram recuperar o mau resultado dos primeiros dias de competição e se despediram dos Jogos de Pequim em último lugar na colocação geral, com 128 pontos. Em doze regatas, no total, a melhor colocação brasileira foi na nona, quando o barco ficou em sétimo.

A medalha de ouro foi para o barco da Alemanha, que ganhou apenas uma regata, mas se manteve sempre entre os primeiros e somou 55 pontos. O barco francês venceu três provas, mas teve dois sétimos e um oitavo lugar. Com a campanha, os franceses somaram 61 pontos e levaram a prata. O bronze ficou com os australianos, que também acumularam 61 pontos, mas perderam nos critérios de desempate.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

E a festa paraolímpica não para! A bocha é ouro e Daniel Dias comemora sétima medalha

Do Globo Esporte

Na primeira participação verde-amarela na bocha paraolímpica, não teve para mais ninguém. Após conquistar um ouro e um bronze na disputa individual, o Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio outra vez com a dupla formada por Dirceu Pinto e Eliseu Santos, da classe BC4.

A sexta-feira não teve uma chuva de medalhas brasileiras como no dia anterior, mas o país tem muito a comemorar. Daniel Dias mostrou mais uma vez que é o grande nome da delegação nestes Jogos e faturou sua sétima medalha, a prata nos 100m peito da categoria SB4. Agora, o Brasil ocupa a nona posição no quadro geral de medalhas. Com 28 medalhas no total, sendo 10 ouros, 8 pratas e 10 de bronze.

Brasil volta para casa com três medalhas na bocha

O Brasil garantiu uma estréia brilhante na bocha paraolímpica. Na disputa individual, Dirceu Pinto havia conquistado o ouro e Eliseu Santos, o bronze. Os atletas se uniram para a disputa de duplas e o resultado não poderia ser diferente: pódio verde-amarelo outra vez. A parceria deu um show na final contra os portugueses Bruno Valentim e Fernando Pereira e garantiu a medalha dourada ao vencer por 5 a 2.

Após a vitória, Dirceu Pinto vibrou muito e ainda brincou ao falar sobre o seu segundo ouro nos Jogos:

- É muito pesado (risos). É muito bom, a gente não esperava tanto. Agora é só comemorar – vibra Dirceu.

Daniel Dias sobe ao pódio pela sétima vez na natação

As Paraolimpíadas de Pequim terminam no próximo dia 17, mas o Brasil já tem seu grande nome da competição: Daniel Dias. Nadando uma prova que não é sua especialidade, os 100m peito da categoria SB4, o brasileiro admitiu que sentiu o cansaço após tantas competições. Mesmo assim, voou no final e garantiu a prata. Com o resultado, já são sete pódios em Pequim, com quatro medalhas de ouro, duas de prata e uma de bronze. Ivanildo Vasconcelos também competiu na mesma prova e ficou com o sexto lugar.

O Brasil ainda teve três brasileiros disputando medalhas. Único atleta com nanismo da equipe, Danielson Santos terminou em sétimo lugar na final dos 100m peito da categoria SB6. Fabiana Sugimori, por sua vez, ficou em sexto nos 100m livre da classe S11. Caçula da delegação verde-amarela, Valéria Lira, de 14 anos, ficou em oitavo nos 400m livre da classe S8.

Atletismo: Lucas Prado vai à final dos 200m rasos com recorde dos Jogos

Ele já conquistou o ouro nos 100m rasos, e promete muito mais. Recordista mundial nos 200m rasos na categoria T11, Lucas Prado não teve dificuldades para se garantir na final da prova. De quebra, ainda bateu o recorde paraolímpico da disputa, com o tempo de 22s71. Outro brasileiro também está na decisão: Daniel Silva, que correu em 23s17.

Por muito pouco, o Brasil não garantiu mais uma medalha no atletismo. Emicarlo Souza, da classe T46, ficou na quarta colocação dos 400m rasos. O atleta largou bem, mas perdeu ritmo nos últimos metros e, com o tempo de 49s54, foi superado pelo venezuelano Samuel Colmenares.

Futebol de sete: já garantido, Brasil perde para a Rússia

Já classificadas para as semifinais do futebol de sete, as seleções de Brasil e Rússia se enfrentaram nesta quinta-feira para a “final” do grupo A do torneiro paraolímpico: quem ganhasse passaria em primeiro. Pois os russos se deram bem e ganharam por 3 a 0, com dois gols de Andrey Kuvaev no primeiro tempo e um de Mamuka Dzimistarishvili no segundo. Foi a primeira derrota verde-amarela nos Jogos.

Seleção masculina de basquete bate Suécia e disputa nono lugar

A seleção brasileira masculina de basquete em cadeira de rodas venceu sua segunda partida nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, nesta sexta-feira, ao superar a Suécia por 75 a 56. Com o resultado, o time vai disputar o nono lugar dos Jogos no próximo domingo, contra a África do Sul.

Meninas perdem a terceira no goalball

A seleção feminina brasileira de goalball não conseguiu superar o Japão em sua sexta partida da fase eliminatória. Com dois gols de Masae Komiya e um de Akiko Adachi, as orientais venceram o time verde-amarelo por 3 a 1. Simone Silva descontou para o Brasil.

Carlos Garnetti fica em 34º no tiro

O brasileiro Carlos Garletti não foi bem nas eliminatórias do tiro, rifle 50m pronado, categoria SH1, e encerrou sua participação nos Jogos Paraolímpicos na 34ª colocação, com 573 pontos. O ouro ficou com o sueco Jonas Jacobsson, que confirmou o favoritismo e o primeiro lugar do pódio com 695,8 pontos.

Brasileiros em sexto e nono no ciclismo

Dois brasileiros ficaram entre os dez melhores no ciclismo de estrada, na corrida contra o tempo. Soelito Gohr, da LC1, ficou em sexto lugar, com o tempo de 35m50s02. Já Falviano Carvalho, da LC3, garantiu a nona colocação ao completar o percurso de 24,8km em 40m44s90.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Atletas paraolímpicos continuam dando show em Pequim

Do GloboEsporte

Assim como aconteceu nos Jogos Olímpicos, o Cubo d'Água vai ficar marcado na história paraolímpica do Brasil. Nesta quinta-feira, o país faturou mais três medalhas na natação, uma de cada cor. Daniel Dias foi ouro nos 200m medley (S5), André Brasil prata na categoria S10 da mesma prova e o revezamento 4x50m bronze.

No hipismo, Marcos Alves garantiu sua segunda medalha de bronze no individual estilo livre. No início da manhã de Pequim, noite de quarta no horário brasileiro, Odair dos Santos também já havia conquistado sua segunda medalha no atletismo de Pequim, na final dos 5000m.

No remo, outros dois brasileiros subiram ao terceiro lugar do pódio. Elton Santana e Josiane Lima conquistaram o bronze na prova do skiff duplo misto.

Uma medalha de cada cor na natação

Daniel Dias provou mais uma vez que é o grande nome brasileiro dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Nesta quinta-feira, ele faturou sua quinta medalha na competição, quarta de ouro, ao vencer a final dos 200m medley (categoria S5) com direito a mais um recorde mundial com o tempo de 2m52s60. A marca anterior (2m54s90) também era do nadador brasileiro.

A prata ficou com o chinês He Junquan (3m00s92), e o bronze foi para o espanhol Pablo Cimadevila (3m01s58). O também brasileiro Ivanildo Vasconcelos terminou em sexto lugar com o tempo de 3m30s58.

Na final dos 200m medley da categoria S10, mais uma medalha para o país. Desta vez, André Brasil não conseguiu garantir a medalha de ouro, mas levou a prata com o tempo de 2m14s20. O ouro ficou com o australiano Rick Pendleton, que ainda bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 2m12s78. O canadense Benoit Huot, antigo recordista da prova, fez 2m15s22 e garantiu o bronze.

Já Clodoaldo Silva conquistou sua primeira medalha nas Paraolimpíadas de Pequim. Junto com Joon Seo, Daniel Dias e Adriano Lima, ele faturou o bronze no revezamento 4x50m livre nesta quinta-feira. A equipe brasileira completou a prova em 2m30s17 e ficou atrás de China e Espanha.

No atletismo, Odair Santos conquista seu segundo bronze

Depois de chegar em terceiro na final dos 800m, o brasileiro Odair Santos conquistou sua segunda medalha de bronze nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, garantindo a terceira colocação na prova dos 5.000m para deficientes visuais (T13), com o tempo de 14m53s35. Odair já havia conquistado bronze nessa mesma prova, quatro anos antes, nas Paraolimpíadas de Atenas.

A prova foi liderada de ponta a ponta pelo queniano Henry Kipromo Kirwa, que baixou o recorde paraolímpico em mais de 20 segundos, cravando 14m24s02. A medalha de prata ficou com Youssef Benibrahim, de Marrocos, com o tempo de 14m50s32.
Não deu para o brasileiro Paulo Souza. Na final do lançamento de disco, classe F35/36, o atleta lançou 34m10 e ficou com a sexta colocação. O ouro ficou com o recordista mundial da classe F35 Wei Guo, da China, que fez um lançamento de 54m13. A prata foi para o chinês Wenbo Wang (38m98). O bronze foi para Reginald Benade, da Namíbia, que lançou 37m57.

A brasileira Shirlene Coelho, medalha de prata no lançamento de dardo, terminou a final do arremesso de peso, classe F37/38, na oitava posição, com 984 pontos. A medalha de ouro foi para a chinesa Mi Na, com 1129. Aldona Grigaliuniene, da Lituânia, e Eva Berna, do Cazaquistão, completaram o pódio, com 1102 e 1057 pontos, respectivamente.

Daniel Silva, Felipe Gomes e Lucas Prado conseguiram a classificação para as semifinais dos 200m rasos, classe T11. Nos 400m rasos, categoria T12, Emicarlo Souza garantiu vaga na disputa do ouro, mas Pedro Guilhermino foi eliminado. No feminino, Terezinha Guilhermina e Sirlene Guilhermino se classificaram para a final dos 400m rasos, classe T12. Zezé Alves não teve a mesma felicidade e foi eliminada.

Remo: Elton e Josiane levam o bronze

Os brasileiros Elton Santana e Josiane Lima conquistaram a primeira medalha do país no remo nesta edição dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Os remadores levaram a medalha de bronze da prova do skiff duplo misto, classe TA.

A medalha de ouro ficou com os chineses, que cravaram 4m20s69, e a dupla da Austrália abocanhou a prata com 4m21s58. Elton e Josiane fecharam a prova em 4m28s36.

Já a brasileira Claudia dos Santos terminou em sexto lugar no skiff simples, classe A, ao fazer o tempo de 6m54s76 na bateria final. A medalha de ouro foi para a britânica Helene Raynsford, que liderou a regata de ponta a ponta e fechou a prova em 6m12s93.

Brasileiro leva outro bronze no hipismo

O cavaleiro Marcos Alves, montando Luthenay de Vernay, conquistou sua segunda medalha de bronze no hipismo dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. O brasileiro garantiu lugar no pódio ao somar 67.333 pontos na disputa individual do estilo livre. A Grã-Bretanha garantiu dobradinha. O ouro foi conquistado por Lee Pearson com 77.057 pontos, enquanta a prata ficou com Ricky Balshaw (70.444 pontos). O brasileiro Davi Mesquita fez 54.444 e terminou na 15ª colocação.

Dirceu e Eliseu estão na final da bocha

A dupla brasileira Dirceu Lopes e Eliseu Santos garantiu pelo menos a prata da bocha nos Jogos Paraolímpicos ao vencer na semifinal os tchecos Ladislav Kratina e Radek Prochazka por 4 a 1. A final será contra os portugueses Fernando Pereira e Bruno Valentim, que ganharam da dupla espanhola por 6 a 4.

Tênis de Mesa: brasileiro perde a disputa pelo bronze

Luiz Algacir Silva lutou até o fim, mas caiu diante do espanhol Tomas Pinas na disputa pela medalha de bronze do tênis de mesa, classe 3. O brasileiro vendeu caro a derrota por 3 a 0, com parciais de 12/10, 11/7 e 11/9.

Brasil se despede do goalball com vitória

A seleção brasileira de goalball conseguiu sua primeira vitória nas Paraolimpíadas. O jogo já não valia mais nada, pois nenhuma das duas equipes tinha chances de classificação para as quartas-de-final, mas o Brasil ganhou por 6 a 3 do Canadá.

Já a seleção feminina de goalball não deu sorte e perdeu para a Suécia por 5 a 4, no Bit Gymnasium. É a segunda derrota brasileira na competição.

Brasil vence a segunda no vôlei sentado

A seleção brasileira masculina de vôlei sentado conquistou a sua segunda vitória nos Jogos Paraolímpicos de Pequim ao derrotar o Iraque por 3 sets a 1, parcias de 23/25, 27/25, 25/15 e 25/23, em 1h44m de partida. Esta é a primeira vez que a equipe brasileira participa de uma Paraolimpíada na modalidade.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Confira as conquistas dos atletas paraolímpicos brasileiros em Pequim

Do GloboEsporte

A chuva de ouros para o Brasil da última terça-feira nos Jogos Paraolímpicos de Pequim não se repetiu nesta quarta. Apesar de não conseguir mais medalhas douradas, o país garantiu duas pratas e um bronze.

O nadador Daniel Dias, uma das estrelas do país na competição, subiu ao segundo lugar mais alto do pódio na final dos 50m borboleta da categoria S5. No Ninho do Pássaro, Shirlene Coelho levou a prata no lançamento de dardo (categoria F35-38), e o Odair Santos terminou em terceiro lugar nos 800m da categoria T12.

O futebol de sete e Luis Algacir Silva, do tênis de mesa, também foram alguns dos destaques do Brasil no dia. A seleção masculina de futebol se classificou para as semifinais, enquando Luis está na disputa pela medalha de bronze no tênis de mesa.

Prata e bronze no Ninho do Pássaro


A brasileira Shirlene Coelho conquistou a medalha de prata do lançamento de dardo, classe F35-38, ao terminar a final com 1.513 pontos. A vencedora foi a chinesa Qing Wu, com 1.662 pontos. Em terceiro, ficou Renata Chilewska, da Polônia, com 1.161.

- Eu vim gritando, carregando a bandeira do Brasil, fico muito feliz. Essa prata tem gosto de ouro para mim. Eu aumentei o meu recorde, foi com gosto de ouro mesmo - diz Shirlene em entrevista ao SporTV.

Odair Santos conquistou mais uma medalha para o país nas Paraolimpíadas de Pequim ao terminar em terceiro na final dos 800m da categoria T12, para deficientes visuais. O brasileiro garantiu o bronze com o tempo de 1m53s73. O ouro ficou com Abderrahim Zhiou, da Tunísia, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 1m52s13. A prata foi conquistada pelo cubano Lassaro Raschid Aguilar, com 1m52s40.

Depois de três ouros, Daniel Dias é prata

Desta vez não foi dourada, mas Daniel Dias garantiu mais uma medalha, sua quarta, para o Brasil nos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Ele terminou em segundo lugar com o tempo de 36s25 na final dos 50m borboleta da categoria S5. A medalha de ouro ficou com o americano Roy Perkins, que bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 35s95. O chinês Junquan He garantiu o bronze com o tempo de 37s07. O brasileiro Clodoaldo Silva terminou em oitavo (45s74).

O revezamento 4x100m livre esteve próximo da medalha de bronze, mas acabou terminando na quarta colocação na final. A equipe brasileira, foi formada por Mauro Brasil (S9), Daniel Dias (S5), Phelipe Rodrigues (S10) e André Brasil (S10), completou a prova com o tempo de 3m55s78.

O brasileiro Carlos Farrenberg terminou em quinto lugar na final dos 100m livre da categoria S13, para deficientes visuais. Carlos conseguiu melhorar seu tempo, mas não foi o suficiente para garantir uma medalha nos Jogos Paraolímpicos de Pequim.

Brasil goleia a China e conquista a torcida

A seleção brasileira de futebol de sete goleou a China por 8 a 0, sob os aplausos da torcida pequinesa. José Guimarães, Fabiano Bruzzi (2), Marcos Silva (2), Wanderson Oliveira e Irineu Ferreira (2) marcaram para o Brasil. O resultado garantiu a classificação do Brasil para as semifinais do torneio.

Tênis de mesa: Luis Algacir Silva vai disputar o bronze

O chinês Feng Pangfeng não precisou de mais do que 15 minutos para derrotar o brasileiro Luis Algacir Silva por 3 a 0 na semifinal do torneio paraolímpico de tênis de mesa, categoria C3, nesta quarta-feira. As parciais foram de 11/1, 11/7 e 11/3. Luis vai disputar o bronze ainda nesta quarta-feira, às 23h (de Brasília), com o espanhol Tomas Pina que perdeu a outra semifinal para o francês Jean-Philippe Robin.

Remo: Claudia Santos avança à final

A remadora Claudia Santos ficou com a segunda colocação na repescagem na prova de skiff simples classe A, e está classificada para a final. A remadora completou o circuito de 1000m em 6m57s12.

Bocha: Dirceu Lopes e Eliseu Santos estréiam com vitória nas duplas

A dupla de medalhistas brasileiros Dirceu Pinto e Eliseu Santos – ouro e bronze na competição individual - venceu a dupla da Hungria por 6 a 2, pela fase eliminatória do torneio paraolímpico de bocha, classe BC4. O Brasil começou perdendo para Dezso Beres e Jozsef Gyurkota nas duas primeiras etapas do jogo, mas sobrou na segunda metade e conseguiu uma boa vitória.

Brasil é goleado no goalball e não tem mais chances

A seleção chinesa de goalball vingou seus compatriotas do futebol de sete e goleou o Brasil por 14 a 4. É a quarta derrota brasileira em quatro jogos nas Paraolimpíadas, e o país não tem mais chances de se classificar para as quartas-de-final.

Tênis: brasileiros fora da disputa

Carlos Santos não teve chances. Em 47 minutos, o brasileiro perdeu para o japonês Satoshi Saída por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/1, e está eliminado do torneio paraolímpico de tênis para cadeirantes.

A dupla brasileira de tênis para cadeirantes Carlos Santos e Mauricio Pomme também foi eliminada. Eles perderam para os japoneses Yoshinobu Fujimoto e Toshio Ikenoya por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 5/7 e 6/1.

Carlos Garletti está fora da disputa no tiro

O brasileiro Carlos Garletti ficou na 17ª posição na eliminatória da prova de tiro de rifle 50m em três posições e não se classificou para a final. Ele não foi bem no tiro de joelho e acabou com apenas 1.116 pontos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

E a chuva de medalhas brasileiras não para em Pequim!

Do GloboEsporte

Na piscina, na pista ou no tatame, os brasileiros fizeram bonito nos Jogos Paraolímpicos de Pequim nesta terça-feira. Foram dois ouros na natação com André Brasil e Daniel Dias, um no judô com Antônio Tenório, um no atletismo com Lucas Prado e um na bocha com Dirceu Pinto.

O país ainda garantiu mais três pratas e dois bronzes nesta terça. Terezinha Guilhermino e Adria Santos fizeram dobradinha em segundo e terceiro no atletismo. O nadador Phelipe Rodrigues e a judoca Deanne Silva subiram ao segundo lugar mais alto do pódio. E, na bocha, saiu o segundo bronze do país no dia com Eliseu Santos.

O Brasil ocupa agora o quinto lugar no quadro de medalhas da competição com oito ouros, quatro pratas e quatro bronzes. China segue em primeiro com 16, 21 e 16.

Dois ouros e uma prata na natação

O Brasil, que segue se destacando na natação dos Jogos Paraolímpicos, garantiu dobradinha nos dois lugares mais altos do pódio na final dos 100m livre categoria S10. André Brasil garantiu seu segundo ouro com direito a recorde mundial (51s38), enquanto Phelipe Rodrigues conquistou a prata.

- Senti muita dor no final da prova. Ontem (segunda) foi minha primeira medalha, fiquei maravilhado. Hoje eu continuei pensando nisso, só concentrei faltando uns 20 minutos para a prova. Eu tinha um objetivo, que era nadar na casa dos 49s. Não deu, mas esse tempo valeu muito pelas condições em que aconteceu - disse André, que deixou a piscina com câimbras na perna.

O segundo ouro do país na piscina do Cubo d'Água desta terça-feira foi garantido por Daniel Dias. Ele conquistou sua terceira medalha dourada nos Jogos Paraolímpicos de Pequim ao vencer com facilidade a final dos 200m livre na categoria S5. Daniel ainda bateu o recorde mundial da prova com o tempo de 2m32s32. Clodoaldo Silva terminou em quinto lugar.

Uma medalha de cada cor no atletismo

O brasileiro Lucas Prado fez bonito no Ninho do Pássaro e levou a medalha de ouro nos 100m rasos, categoria T11, com direito a recorde mundial. O velocista chegou perto, mas não conseguiu correr abaixo dos 11s como queria: fechou a prova em 11s03.

- Esse é o resultado de muito treinamento e dedicação. Eu já esperava por isso. Treinei o ano inteiro, tive varias lesões. Superei tudo, dei volta por cima. Não corri abaixo dos 11 segundos, mas tem muitas competições para fazer isso ainda – afirma Lucas.

Foi por muito pouco, mas Terezinha Guilhermino não conseguiu superar a chinesa Wu Chunmiao e ficou com a prata nos 100m rasos, categoria T11. O bronze também ficou com o Brasil, com Adria Santos.

Antônio Tenório garante o tetracampeonato olímpico no judô

Um dos maiores atletas brasileiros da história das Paraolimpíadas está de volta ao lugar mais alto do pódio. O judoca Antônio Tenório, da categoria até 100kg, conquistou a sua quarta medalha de ouro paraolímpica nesta terça-feira após derrotar Karim Sardarov, do Azerbaijão, com um ippon na final.

E a medalha não foi a única do Brasil no judô nesta terça-feira. Mais cedo, Deanne Silva ficou com a prata na categoria acima de 70kg ao ser derrotada pela chinesa Yanping Yuan na decisão.

Ouro e bronze na bocha

Em sua primeira participação na bocha paraolímpica, o Brasil brilhou em Pequim. Dirceu Pinto, da categoria BC4 (distrofia muscular), garantiu a medalha de ouro ao derrotar Leung Yuk Wing, de Hong Kong, por 3 a 1. Com a vitória, o país assegurou o seu segundo lugar no pódio. Mais cedo, Eliseu Santos, da mesma categoria, bateu o espanhol Jose Maria Dueso por 7 a 1 e conquistou o bronze.

Brasil segue 100% no futebol de cinco

A seleção brasileira sobrou em campo mais uma vez e venceu a Espanha por 1 a 0, com gol de Jefferson, no Estádio Olímpico de Hóquei de Grama. Saiu barato. Os espanhóis quase não tiveram chances e foram pressionados o tempo todo pelo escrete canarinho.

Mais duas derrotas no basquete

A seleção brasileira feminina de basquete em cadeira de rodas perdeu a sua terceira partida consecutiva nos Jogos Paraolímpicos de Pequim ao ser superada pelo Reino Unido por 61 a 29, em jogo válido pelo Grupo A. O mesmo aconteceu no masculino. O Brasil perdeu a terceira partida, dessa vez para Israel, por 73 a 60.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dia duplamente dourado para o Brasil nas Paraolímpiadas

Do GloboEsporte


Festa brasileira em Pequim. Como aconteceu nos Jogos Olímpicos, a natação e o judô estão dando muitas alegrias para os torcedores brasileiros que acordam de madrugada para acompanhar as Paraolimpíadas. Nesta segunda-feira, Daniel Dias, que está se tornando o maior nome do país nos Jogos, conquistou seu segundo ouro ao vencer os 50m costas, na categoria S5. Assim como ele, com direito a recorde mundial, André Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio da natação ao chegar em primeiro lugar nos 100m borboleta da categoria S10. Já o judô foi representado muito bem por Daniele Silva, que ganhou o segundo bronze brasileiro, na categoria até 57kg. Com isso, o Brasil subiu para a sexta colocação no quadro geral de medalhas!

Natação

Mais duas medalhas de ouro para o Brasil! Em uma das provas mais emocionantes da natação dos Jogos Paraolímpicos até agora, Daniel Dias garantiu sua segunda medalha de ouro e a terceira do Brasil na competição. Após vencer os 100m livre, o brasileiro garantiu a vitória na final dos 50m costas da categoria S5 com o tempo de 35s28.

Como já era esperado, Daniel travou um difícil duelo com o atual recordista mundial (35s04) da prova, o chinês Junquan He. O brasileiro largou mal e logo no início da prova o chinês se distanciou. Entretanto, nos metros finais, Daniel aumentou o ritmo e conseguiu bater primeiro. O bronze foi para o húngaro Zsolt Vereczkei.

Mas antes de Daniel Dias subir ao lugar mais alto do pódio, já tinha um brasileiro lá. Com recorde mundial, André Brasil venceu os 100m borboleta categoria S10 com o tempo de 56s14. A marca anterior era dele no Parapan, com 57s55. O espanhol David Levecq ficou em segundo (58s53) e o holandês Mike van der Zanden o terceiro (59s39).

Após a vitória, André Brasil revelou que sonhou com a conquista e contou que planeja subir ao pódio outras sete vezes em Pequim.

Judô

O judô continua conquistando medalhas para o Brasil. Repetindo o resultado dos Jogos de Atenas-2004, Daniele Silva ganhou a medalha de bronze da categoria até 57kg após vencer Mounia Karkar, da Argélia. Já Lúcia Teixeira perdeu suas duas lutas e foi eliminada da competição. Com o resultado, o judô já soma três medalhas nas Paraolimpíadas, já que ontem levou uma prata e outro bronze.

Futebol de sete

O Brasil honrou o título de “país do futebol” e estreou com vitória sobre a Holanda no futebol de sete, na madrugada desta segunda-feira, no Estádio Olímpico de Hóquei de Grama . Marcos Silva garantiu os três pontos para a seleção ao fazer o único gol do jogo, aos 25 minutos do primeiro tempo.

Atletismo


O brasileiro Lucas Prado se classificou para a semifinal dos 100m rasos, categoria T11, do atletismo, nesta segunda-feira, nos Jogos Paraolímpicos de Pequim, com a quebra do recorde mundial, ao completar a bateria em 11s19. A antiga marca, de 11s26, pertencia ao próprio Lucas Prado.

Além de cruzar a linha de chegada em primeiro na final, a expectativa é que o brasileiro também se transforme no primeiro homem a correr abaixo dos 11 segundos. As semifinais e a final dos 100m rasos, categoria T11, serão realizadas nesta terça-feira, no Ninho do Passáro, em Pequim.

Na disputa feminina, as brasileiras Terezinha Guilhermina e Ádria Santos garantiram vaga na final dos 100m rasos feminino, também na classe T11,

E no lançamento de dardo por pouco Paulo Souza não subiu ao pódio. O brasileiro garantiu o quarto lugar da classe F35-36 com a marca de 39,72m.

Basquete

O Brasil perdeu sua segunda partida seguida no basquete em cadeira de rodas masculino, desta vez para os Estados Unidos. A seleção foi dominada pelo adversário e sofreu uma derrota por 87 a 41, diferentemente do jogo de estréia, quando a seleção dominou a Austrália durante quase o tempo inteiro. Everaldo Lima converteu 10 pontos e foi o maior pontuador. O próximo desafio brasileiro é na noite desta segunda-feira, às 22h (horário de Brasília), contra Israel.

No feminino, a seleção brasileira perdeu para a Austrália por 66 a 30. Esta é a segunda derrota da equipe na competição. A maior pontuadora da equipe foi Lia Soares, com nove pontos. Quem também se destacou foi Jucilene Moraes, com oito pontos e seis assistências. O próximo jogo do Brasil será na manhã de quarta-feira contra a Grã-Bretanha.

Arremesso de peso

Suely Guimarães não foi bem na prova de arremesso de peso, categoria F54-56, nesta segunda-feira, no Ninho de Pássaro, e ficou com a 13ª colocação. Seu melhor arremesso, o segundo, foi a 6m68, insuficiente para classificar a brasileira para a final. A medalha de ouro ficou com Eva Kancanu, da República Tcheca. A Alemanha fez a dobradinha na prata e no bronze, com Martina Monika Willing e Marianne Buggenhagen.

Tênis


Mauricio Pomme foi eliminados das Paraolimpíadas após perder sua primeira partida no tênis de cadeira de rodas. O americano Lee Hinson levou 1h03m para vencer o brasileiro com parciais de 6/1 e 6/4.

Ciclismo

O brasileiro Soelito Gohr acabou a prova de perseguição do ciclismo de pista em quarto lugar. Ele perdeu a disputa pelo bronze para o italiano Fabio Triboli, que tem muito mais experiência na categoria. Michael Gallagher levou o ouro para a Austrália, e o alemão Wolfgang Sacher ficou com a prata.

Vôlei sentado


A seleção brasileira masculina de vôlei sentado foi derrotada pelo Irã por 3 sets a 0, com parciais de 25/9, 25/11 e 25/8, nesta segunda-feira, em partida válida pelo Grupo B dos Jogos Paraolímpicos de Pequim. Está é a segunda derrota do Brasil na competição, que volta à quadra nesta terça-feira, quando enfrenta o Japão.

domingo, 7 de setembro de 2008

Confira como foram os atletas brasileiros no primeiro dia paraolímpico

Do GloboEsporte

No Dia da Independência, o Brasil teve o hino cantado no lugar mais alto do pódio das Paraolimpíadas de Pequim. E a data histórica deu sorte, já que o nadador Daniel Dias, da classe S5, garantiu o ouro e um novo recorde mundial. No judô, a festa foi toda para as meninas: Karla Cardoso (até 48kg) conquistou sua segunda prata nos Jogos e Michelle Ferreira (até 52kg) levou o bronze. Com essas três medalhas, o Brasil ocupa a nona posição no quadro de medalhas.


Recordista de medalhas no Parapan, com oito ouros, Daniel Dias não deu chances a ninguém na final dos100m livre da categoria S5: após uma virada incrível, o nadador, que tem má formação congênita dos membros superiores e perna direita, garantiu o ouro e um novo recorde mundial. Clodoaldo Silva, que competiu pela primeira vez na nova categoria, ficou em sexto lugar. Na final dos 200m livre da S2, os brasileiros Adriano Pereira e Gabriel Feiten também viram um recorde, mas ficaram longe do pódio, assim como Genezi Andrade (100m livre – categoria S3). Já Edênia Garcia, que também competiu nos 100m livre (categoria S4) chegou muito perto, mas ainda não sentiu o gostinho de uma medalha paraolímpica.

Judô

As guerreiras do Brasil foram o grande destaque do país em Pequim. Após a eliminação de Hélder Araújo e Eduardo Amaral, coube a Michelle Ferreira (até 52kg) a conquista da primeira medalha na modalidade, o bronze. Antes da decisão, a judoca viu sua adversária nas quartas-de-final desmaiar após a luta. Em seguida, Karla Cardoso (até 48kg) chegou pertinho do ouro, mas garantiu sua segunda prata nos Jogos.

Futebol de cinco

Atual campeão olímpico, o time masculino do Brasil não quis saber da chuva e colocou os coreanos para correr. Apesar do campo escorregadio, a seleção estreou bem rumo a mais um título: vitória por 3 a 0.

Basquete em cadeira de rodas

O time masculino começou bem, mas entregou a vitória no fim. A equipe conseguiu se impor diante da forte Austrália, mas acabou derrotada nos segundos finais por 73 a 72. Já as meninas foram arrasadas pelas alemãs: 62 a 32.

Vôlei sentado

A seleção masculina de vôlei sentado encarou um adversário difícil em sua estréia nos Jogos: o Egito, um dos favoritos ao ouro. A equipe verde-amarela não conseguiu superar o favoritismo dos adversários e foi derrotada por 3 a 0.

Ciclismo

Após queimar a largada na prova de 1km contra o relógio, o brasileiro Flaviano de Carvalho deu adeus às chances de conquistar uma medalha. Melhor para o britânico Simon Richardson, que levou o ouro com um novo recorde mundial.

Goalball

As seleções brasileiras não estrearam bem na modalidade. Os homens foram derrotados por 8 a 6 para a Suécia. Já as mulheres perderam para as donas da casa por 5 a 3 e prometeram se adaptar à quadra de Pequim para melhorar nas próximas partidas.

Tênis de mesa

O Brasil também não começou bem no tênis de mesa. Apenas um representante do país conseguiu vencer em seu primeiro duelo: Iranildo Espíndola, da classe 2, que bateu o francês Vincent Boury por 3 a 1. Já Carlo Franco Michell (classe 6), Maria Luiza Passos (classe 5), Jane Karla Rodrigues (classe 8), Carollina Maldonado (classe 9), Hemerson Kovalski (classe 2), Alexandre Ank (classe 4/5) e Ivanildo Freitas (classe 4/5) foram derrotados. No entanto, todos os brasucas ainda seguem na disputa e voltam a competir ainda neste domingo.

Bocha

Uma vitória e uma derrota para o Brasil na estréia. Dirceu Pinto, de São Paulo, superou o húngaro Jozsef Gyurkota com facilidade por 4 a 1. Já o paranaense Eliseu dos Santos não teve a mesma sorte e foi derrotado pelo chinês Cuifang Qi por 8 a 3. Os dois atletas da categoria BC4 voltam a competir ainda neste domingo.

O mundo saúda os verdadeiros heróis do esporte! Estão abertas as Paraolímpiadas 2008!

Por Cristina Possamai & GloboEsporte

Crônica Popular
Fotos: GloboEsporte

A emoção voltou a ser o carro chefe da abertura dos Jogos, desta vez, Paraolímpicos em Pequim. Com o Ninho do Pássaro lotado, os chineses deixaram o mundo de queixou caído novamente. Um outro show de luzes, fogos e dança fascinou à todos, mas, a participação de atletas e artistas com diversos tipos de deficiências comoveu o público durante as três horas de espetáculo.

A cerimônia iniciou-se às 9h da manhã de ontem (horário de Brasília. Fogos de artifício marcaram a contagem regressiva e a multidão cantando o hino chinês junto com o presidente Hu Jintao poderiam dar a impressão de que o público veria “mais do mesmo”. Entretanto, os costumes cederam espaço a modernidade. Ao invés dos tambores cronometrados da abertura das Olimpíadas, atores com roupas coloridas de plástico imitando gentis “bonecos” com uma belíssima coreografia, que acabou na formação de um gigantesco arco-íris.

Diferente dos Jogos Olímpicos, os atletas paraolímpicos adentraram no Ninho do Pássaro ainda no começo, medida tomada para que todas aproveitassem ao máximo a celebração. A ordem de entrada também obedeceu ao alfabeto chinês. A delegação brasileira, com 187 representantes, foi a 28ª a desfilar. Comandada pelo porta-bandeira Antônio Tenório, do judô. Tricampeão paraolimpíco na classe B1 (cego total), categoria até 100kg, ele conquistou um feito inédito neste ano: foi campeão paulista meio-pesado no judô convencional.

Depois de um revezamento dos medalhistas paraolímpicos chineses, aconteceu o momento mais mágico da abertura: usando apenas a força dos braços e da torcida, um cadeirante acendeu a tocha. Exausto, ele representava os maiores símbolos da competição, realizada até o dia 17: superação e conquista.



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