Segundo o jornal americano The New York Times, está em vigor desde 2005 uma autorização do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que libera e até justifica o uso de sessões de torturas em interrogatórios de supostos terroristas.
O documento garante o direito do militar americano de agredir, ou na própria descrição “dar um tapa” do detido, sujeita-lo à afogamentos e humilhações.
As fontes citadas pelo jornal em sua maioria são antigos ou atuais funcionários do Departamento de Justiça e até mesmo ex-interrogadores. De acordo com os relatos, o programa de interrogatórios violentos está em funcionamento nas prisões secretas mantidas pela CIA. E nos últimos meses, o Pentágono promoveu várias transferências dessas cadeias para Guantánamo, em Cuba.
"A política dos Estados Unidos é de não torturar, e não torturamos", assegurou a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, sem desmentir que o texto realmente exista.
O Centro dos Direitos Constitucionais, que defende boa parte dos prisioneiros na base de Guantánamo - que em princípio seria “exclusiva” para acusados de terrorismo –, dos quais alguns passaram pelas prisões secretas da CIA, exigiu nesta quinta-feira, 4, em uma coletiva, do futuro secretário de Justiça Michael Mukasey, o fim desta selvageria.

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