Com a estréia em larga escala, começa dilema do filme mais polêmico do ano. O próprio diretor Padilha estima que circulam ilegalmente pelo país pelo menos um milhão de cópias piratas do filme. O desafio será alcançar uma boa bilheteria tendo que competir com o mercado “paralelo”.
O roteiro de “Tropa de Elite” foi escrito na parceria entre o diretor José Padilha e Bráulio Mantovani (diretor de “Cidade de Deus”).
A Tropa de Elite
“Chegou a Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você
Tropa de Elite, osso duro de roer
Pega um pega geral, e também vai pegar você.”
A música Tropa de Elite – Tihuana, além de nomear o filme é seu tema musical retratando fielmente a alta tensão que é o dia-a-dia do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), trama central do longa-metragem.
O enredo passa em 1997, quando o Brasil se preparava para uma nova visita do Papa João Paulo II. O protagonista é o capitão Nascimento (Wagner Moura), um policial honesto que tem a chance de ser promovido. Ele passa a comandar uma tropa responsável por efetuar uma limpeza de criminosos, subindo o morro e dando de frente com os traficantes.
O filme mostra uma visão bastante negativa do Bope. Quando o batalhão especial sobe, a polícia convencional desde. O Bope só aparece para matar, como diz o seu macabro hino de combate: “Homem de preto, qual é a sua missão? É invadir favela, é deixar corpo no chão.” O treinamento de seus integrantes não fica atrás. Como dito no próprio filme: de cada cinco que entram, apenas um termina. Os que desistem são humilhados e espancados.
Se internamente os integrantes do Bope agem assim, nos morros a situação é medonha. Os oficias se impõem através de espancamentos e torturas. A atitude mais comem é o quase sufocamento dos suspeitos com um saco plástico, para que confessem quem são e ontem estão os seus chefes.
Ao mesmo tempo em que usa cada vez mais da violência, aumenta a crise pessoal de Nascimento. Atormentado pela insônia e pela síndrome do pânico, ele depende de remédios e apresenta um comportamento psicótico. Mas, nem assim os seus superiores aceitam substitui-lo.
Um processo também de degradação pessoal atinge policiais sob seu comando, como Neto (Caio Junqueira) e André (André Ramiro).
“Tropa de Elite” apresenta temas extremos: violência policial, a criação de uma elite puramente sádica dentro do Bope, os possíveis acordos entre ONGs e o tráfico, e a parcela de culpa atribuída a classe média a partir do momento em que consome drogas no asfalto.
Tais assuntos já haviam sido retratados recentemente, como nos filmes “Cidade de Deus”, “Quase Dois Irmãos”, “É Proibido Proibir”. Mas nenhum tinha alcançado tamanha repercussão pública como o impactante “Tropa de Elite”.
Assista ao trailer oficial.
Fotografia: Divulgação Oficial do Filme.
Fonte: Yahoo

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