Lugar comum nos atendimentos de telemarketing e uma prática cada vez mais difundida em repartições públicas, o gerúndio foi proibido por decreto no Distrito Federal.
Dizendo-se intransigente com a ineficiência de alguns setores da burocracia do que com a epidemia do "gerundismo", o governador José Roberto Arruda (DEM) editou decreto na última semana com texto taxativo: "fica demitido o gerúndio dos órgãos do Distrito Federal".
Segundo os assessores de Arruda, ele estava enlouquecendo com a lentidão e a burocracia, que estão emperrando as obras em sua administração. Ao pedir informações sobre determinadas obras, sobre o asfaltamento de uma rua, por exemplo, ele freqüentemente ouvia de membros de sua equipe:
- Vamos estar tomando providências sobre o asfaltamento na próxima semana.
Daí a idéia de banir de seu governo, por decreto, o gerúndio.
Daí a idéia de banir de seu governo, por decreto, o gerúndio.
- O gerúndio é uma arma da burocracia para adiar e não tomar providências imediatamente.
A ironia é para chamar a atenção contra a ineficiência da máquina pública. A demissão do gerúndio é uma idéia para gerar polêmica e fazer as pessoas se mexerem - explicou Arruda.
O Decreto nº 28.314, de 28 de setembro de 2007, publicado nesta segunda no Diário Oficial, estabelece ainda que o uso da construção gramatical não pode servir para "desculpa de ineficiência".
Fonte: jornal "O Globo"


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