Por Cristina Possamai
Crônica Popular
Atingido por denúncias de corrupção desde maio, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pediu nesta quinta-feira licença do cargo por 45 dias.
A presidência será ocupada neste período pelo primeiro vice-presidente, senador Tião Viana (PT-AC).
Em pronunciamento gravado para a TV Senado, Renan disse que contribuía para evitar a repetição dos constrangimentos da sessão de terça-feira, quando senadores de vários partidos pediram o seu afastamento.
“O poder é transitório, enquanto a honra é um bem permanente, que não sacrifico em nome de nada”, afirmou Renan.
A decisão de Renan foi tomada depois que sua permanência na presidência do Senado passou a ser questionada pela maioria dos partidos, que defendem sua saída para preservar a imagem do Senado.
O governo também tinha interesse no afastamento de Renan, já que a oposição ameaçava obstruir todas as votações a partir de 2 de novembro, o que comprometeria o esforço do Planalto em aprovar a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011.
O senador mantém o seu mandato e continuará respondendo às acusações por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética. A quinta representação contra o senador foi encaminhada nesta semana.
“Enfrentarei os processo com dignidade, sem subterfúgios”, disse Renan. “Minha trincheira de luta sempre foi a inflexível certeza da inocência, a qual estou convicto prevalecerá com a verdade, como aconteceu na minha absolvição”, completou.

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