Do Supernotícia
A balconista Dandara Ghandi Pena, de 20 anos, não imaginava que ao desembrulhar um chiclete para o filho de 4 anos, daria início a uma fatalidade que custou a vida do menino. No final da tarde de anteontem, Mateus Henrique Gomes de Sena morreu após se engasgar com uma goma de mascar, no bairro Padre Eustáquio, região Noroeste de Belo Horizonte. A mãe da criança chegou a levar o garoto a um posto de saúde, próximo à residência da família, mas não encontrou nenhum médico devido a uma paralisação da categoria. Mateus foi atendido pelas enfermeiras e depois pelos profissionais do Samu.
Dandara disse à Polícia Militar que buscou o filho na creche por volta das 17h. Em casa, Mateus pediu a ela que desembrulhasse um chiclete. Em seguida, o menino saiu correndo para a rua e voltou instantes depois sem conseguir falar, apenas apontando para a garganta. Segundo o cabo Marcelino Gomes, que atendeu à ocorrência, Dandara contou que, assim que percebeu que o filho estava engasgado, saiu correndo para buscar ajuda no posto de saúde que fica a aproximadamente 500 metros da casa. Uma vizinha dela ficou junto com o garoto, mas em seguida saiu com ele no colo. No caminho um carro que passava pelo local transportou o menino até a unidade.
Quando elas chegaram ao posto, em busca de ajuda, a criança teve que ser socorrida por uma enfermeira, já que os médicos da unidade de saúde estavam em greve. "Já havia passado cerca de 10 minutos até minha sobrinha conseguir chegar com o Mateus ao posto. O complicado foi chegar lá e saber que não tinha nenhum médico para ajudar", reclamou Wilson Honorato, tio-avô da criança.
Segundo informações da família, Mateus chegou à unidade de atendimento já sem conseguir respirar, quando uma enfermeira tentou fazer massagem cardíaca. O Samu foi chamado. Primeiro foi enviada uma unidade básica e depois, uma unidade de atendimento avançado, que tentou reanimar a criança. Mas Mateus morreu no local.
No dia 25 de agosto, o atacante Aloísio, do Vasco, trombou com um zagueiro do Brasiliense e se engasgou com um chiclete. Ele desmaiou, mas foi atendido em campo e se recuperou.
Despedida
Ontem pela manhã, parentes e amigos se reuniram para despedir de Mateus, morto por causa de um chiclete. Ele foi velado na casa da avó e o corpo sepultado no início da tarde no Cemitério da Paz. Muito abalada, a mãe não falou com a imprensa.

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