Do Supernotícia
As novas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foram marcadas paras os dias 5 e 6 de dezembro. As datas foram definidas em reunião entre os ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Justiça, Tarso Genro, ontem.
A prova, que deveria ter sido aplicada nos últimos dias 3 e 4, foi suspensa após o conteúdo das questões vazar.
O novo exame será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à Universidade de Brasília (UnB), que organizaram a prova em edições anteriores e vão substituir o Connasel, consórcio que havia vencido a licitação para impressão, distribuição e correção do Enem - o ministério rompeu contrato com o consórcio após o vazamento.
As entidades terão o apoio dos Correios na distribuição das provas, e da Força Nacional de Segurança e da Polícia Federal, que atuará na segurança do exame e na área de inteligência.
Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em parte das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas restantes.
Investigação. Na segunda-feira, um dos suspeitos do furto da prova, Felipe Pradella, apontou, em depoimento à Polícia Federal, o envolvimento no caso de mais dois homens, identificados como Felipe e Marcelo, que também foram indiciados. Além deles, a PF indiciou o empresário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid. A polícia investiga ainda a participação de uma mulher no furto de uma terceira prova.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, disse que o governo espera a conclusão das investigações para decidir se pedirá de volta a verba da a impressão da prova. "Se ficar comprovado que é de responsabilidade do consórcio, eu sou obrigado a ingressar pedindo o ressarcimento na Justiça", afirmou.
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