Do GloboEsporte
No dia em que a chuva desabou sobre Pequim, nada mais natural do que uma medalha brasileira saindo da água. Nada mais natural, também, do que Robert Scheidt no pódio.O bicampeão olímpico mudou de classe, mas manteve a rotina. Ao lado de Bruno Prada, Scheidt levou a prata na Star após uma recuperação fantástica. A dupla brasileira começou mal na competição, mas reagiu nas últimas regatas e ganhou a medalha após muita confusão.
A regata final só foi decidida 10 minutos após os barcos cruzarem a linha de chegada. Os brasileiros ficaram em segundo, mas o resultado ainda dependia da posição dos concorrentes. A primeira combinação de resultados deu a prata ao Brasil. Os suecos contestaram e a organização da prova rebaixou Scheidt e Prada para o bronze. Pouco depois, no entanto, outra reviravolta. A prata verde-amarela foi confirmada e a comemoração estava liberada.
Como se não bastasse a medalha, a quinta-feira rendeu outra boa notícia para a vela brasileira. Maior medalhista olímpico do país em todos os tempos, Torben Grael anunciou sua volta à classe star. Em 2010, ele vai reeditar a dupla com Marcelo Ferreira.
Superação
Das águas de Qingdao para as de Pequim, a maratona aquática deu mais um exemplo de superação. Um dia após a sul-africana Natalie du Toit competir com uma prótese na perna esquerda, o britânico David Davies conquistou o ouro após vencer uma leucemia.
A marcha atlética foi quase tão molhada quanto a maratona aquática. Sob intensa chuva, a russa Olga Kaniskina ficou com o ouro. A cena mais impressionante, contudo, foi a chegada da norueguesa Kjersti Platzer. Ao cruzar a linha de chegada em segundo lugar, ela desabou no chão. Socorrida, ainda teve disposição para pegar a bandeira de seu país e saudar a torcida no Ninho.
Areia molhada
No vôlei de praia, todo mundo já sabia: faça chuva ou faça sol, Walsh e May são as melhores do mundo. Invictas no torneio olímpico, as americanas bateram as chinesas Tian Jia e Wang. O bronze escapou de Renata e Talita, que perderam para Xue e Zhang Xi.
O drama de Ricardo
No masculino, Ricardo fez uma revelação no blog oficial da dupla com Emanuel. Os atuais campeões olímpicos, que disputam o bronze às 22h desta quinta, viveram um drama antes dos Jogos. Assim como aconteceu com Juliana no feminino, Ricardo sofreu uma lesão séria: uma fratura no tornozelo quase o tirou da competição na China.
Derrotas na madrugada
Ainda na quinta-feira, o Brasil sofreu derrotas no taekwondo, com Debora Nunes, e na canoagem, com Nivalter Santos.
Rodrigo Pessoa perde “tempo”

O dia começou tumultuado para o hipismo brasileiro, com a notícia de que a montaria de Bernardo Alves, Chupa Chup, havia sido reprovada em exame antidoping, o que significava a desclassificação do conjunto. Outros três ginetes garantidos na fase final tiveram o mesmo problema e também deram adeus aos Jogos. Com isso, a amazona brasileira Camila Mazza de Benedicto, 38ª colocada na primeira fase, herdou um lugar entre os 35 que disputariam os dois percursos decisivos. Montando Bonito Z, ela começou bem e não cometeu erros em sua primeira passagem, mas falhou na segunda volta e terminou em décimo lugar, fora dos desempates que valiam medalha.
Rodrigo Pessoa completou o percurso de desempate sem erros, mas perdeu a disputa pelo bronze na prova de saltos das Olimpíadas de Pequim. O brasileiro, campeão em Atenas/2004, foi mais lento que duas adversárias e acabou a competição em quinto.
Jadel fica apenas em sextoJadel Gregório chegou ao Ninho do Pássaro sorridente, animado. Mas a frustração das marcas alcançadas a cada tentativa foi deixando o brasileiro cada vez mais apático na disputa por medalhas do salto triplo. Desta vez, nem as palmas do público pareciam ditar o ritmo que ele queria para subir ao pódio dos Jogos de Pequim. Jadel acabou se despedindo da competição em sexto lugar e com a marca bem aquém de suas melhores

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